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	<title>Arquivos puerpério - Portal Mommys</title>
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	<title>Arquivos puerpério - Portal Mommys</title>
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		<title>Puerpério e as mudanças emocionais do pós-parto</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2019/11/29/puerperio-e-as-mudancas-emocionais-do-pos-parto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 04:35:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[baby blues]]></category>
		<category><![CDATA[Como identificar a depressão pós-parto]]></category>
		<category><![CDATA[depressão pós-parto]]></category>
		<category><![CDATA[importancia da familia no puerperio]]></category>
		<category><![CDATA[O que é baby blues?]]></category>
		<category><![CDATA[O que é puerpério]]></category>
		<category><![CDATA[puerpério]]></category>
		<category><![CDATA[quais os sintomas mais comuns da depressao pos parto]]></category>
		<category><![CDATA[Qual é a diferença entre Baby Blues e depressão pós-parto?]]></category>
		<category><![CDATA[Qual profissional mais adequado para tratar a depressão pós-parto?]]></category>
		<category><![CDATA[quanto tempo dura o puerperio]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza materna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tristeza, cansaço, baby blues, depressão pós-parto. Em conversa com o Portal Mommys, a psiquiatra perinatal Juliana Parada fala mais sobre o puerpério,&#160;período que sucede o parto e é uma fase de profundas transformações para a mãe e todo o núcleo familiar. O que é puerpério e quanto tempo ele pode durar? Do ponto de vista&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://portalmommys.com.br/2019/11/29/puerperio-e-as-mudancas-emocionais-do-pos-parto/">Puerpério e as mudanças emocionais do pós-parto</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalmommys.com.br">Portal Mommys</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tristeza, cansaço, <em>baby blues</em>, depressão pós-parto. Em conversa com o <a href="https://www.portalmommys.com.br/">Portal Mommys</a>, a psiquiatra perinatal Juliana Parada fala mais sobre o puerpério,&nbsp;período que sucede o parto e é uma fase de profundas transformações para a mãe e todo o núcleo familiar.</p>
<p><strong><span style="color: #800080;">O que é puerpério e quanto tempo ele pode durar?</span></strong></p>
<p>Do ponto de vista obstétrico, o puerpério corresponde às primeiras seis semanas após o nascimento do bebê. Neste período, os órgãos internos e a fisiologia da mulher vão retomando as características de antes da gravidez. Porém, do ponto de vista psicológico, o puerpério é bem mais prolongado. Eu definiria o &#8220;puerpério emocional” como o período de tempo necessário para a mulher se adaptar ao novo papel de mãe e se reequilibrar com os demais papéis de sua vida&nbsp;(mãe, mulher, esposa, profissional, dona-de-casa e tantos outros papéis desempenhados por ela). Assim, não é possível dizer quanto tempo dura o puerpério, pois varia de mulher para mulher. Mas com minha prática clínica, eu diria que cerca de 2 a 4 anos para a maioria de nós.</p>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">O que é <em>baby blues</em>?</span></strong></p>
<p class="p1">O <em>Baby Blues</em>, também chamado “tristeza materna”, é um estado de alterações de humor que ocorre em até <strong>80%</strong> das recém-mães. É um processo fisiológico, normal, e até esperado. Nas primeiras duas semanas após o nascimento do bebê a mulher pode ficar sensível, chorosa,&nbsp;ansiosa, irritável, tensa.</p>
<p class="p1">Estas alterações têm relação com vários fatores: um deles é queda abrupta dos altos níveis de hormônios da gravidez logo após o parto, com a saída da placenta. Existem as dificuldades relacionadas à privação de sono e estabelecimento da amamentação. Assim como a perda de referenciais para suas próprias necessidades fisiológicas: se alimentar ou tomar banho com calma, descansar, dormir e acordar na hora que quiser. A mulher entra em um processo emocional de fusão com o bebê, aquele &#8220;estranho íntimo&#8221; que chegou virando sua vida de &#8220;cabeça para baixo”. Além disso, lidamos com expectativas e inseguranças com as novas habilidades que o “tornar-se-mãe” exige. E é normal vivermos um o luto, tanto pela irreversibilidade de voltar a ser a mulher que antes fomos, quanto pela perda da liberdade. Ou seja, uma série de processos emocionais intensos deflagra com o parto.</p>
<p class="p1">Algumas famílias ficam surpresas e preocupadas com a intensidade dos sintomas, acreditando que a mulher esteja “com depressão&#8221;. Muitos profissionais também, sobretudo obstetras e pediatras. Neste contexto, não é raro que as mulheres sejam desnecessariamente medicadas. O importante é saber que <strong>o <em>Baby Blues</em> é autolimitado. Ou seja: seus sintomas terminam por&nbsp;</strong><strong>volta de duas semanas após o parto.</strong> Se após este período a mulher não melhorar, ela deve ser avaliada por um especialista.</p>
<blockquote>
<p class="p1">Ressalto, ainda, que mesmo durante o período de Baby blues, se a mulher apresentar ideias de suicídio ou discurso de morte, é importante que seja avaliada por um psiquiatra (de preferência com urgência).</p>
</blockquote>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">Qual é a importância da família neste momento e como ela pode ajudar?</span></strong></p>
<p class="p2">A família é fundamental para apoiar a mulher neste período. O ideal seria que eles entrassem para favorecer tempo e espaço para a mãe se entrosar com seu bebê. O&nbsp;marido passa a ser o centro da reestruturação da família. Deve entrar no lugar de proteger a esposa e seu bebê, salvaguardando que as coisas aconteçam principalmente conforme a mulher sentir necessidade. Deve cuidar de sua esposa, tanto no sentido prático do dia-a-dia, quanto no sentido de apoio afetivo. Escutar, oferecer atenção e afeto, nesta hora em que essa mãe fica tão inviabilizada socialmente. Ele pode também evitar que a mulher passe por situações geradoras de incômodos nas relações familiares. Por exemplo, colocando limites nas visitas em momentos de fragilidade ou necessidade de descanso da mulher.</p>
<p class="p2">De maneira geral, a rede de apoio deve priorizar contribuir com tarefas cotidianas: organização da casa, refeições, compras e limpeza. Perguntem do que a mulher precisa naquele momento. Respeitar a mãe e sua forma de fazer as coisas, evitando palpites, comentários desnecessários e julgamentos. No mais, se a família souber que <em>Baby Blues</em> existe, todos poderão contribuir como suporte emocional para a mulher. Poderão auxiliar validando e acolhendo suas queixas e dores, sem minimizar o impacto que a chegada de um bebê exerce na vida de cada um, mesmo que no fim das contas esteja “tudo bem”.</p>
<p class="p1"><span style="color: #800080;"><strong>Qual é a diferença entre <em>Baby Blues</em> e depressão pós-parto?</strong></span></p>
<p class="p1">O <em>Baby Blues</em> dura duas semanas ou pouco mais que isso, sendo uma reação normal e esperada em grande parte das mulheres. Já a depressão pós-parto é mais duradoura e prolongada, os sintomas trazem bastante sofrimento para a mãe e impactam na relação com o bebê. Trata-se de uma doença, que requer tratamento.</p>
<blockquote>
<p class="p1">Esta doença é uma das principais complicações maternas e afeta uma em cada cinco mulheres no primeiro ano de vida do filho. Muitos casos não são identificados e não recebem tratamento adequado. Quando não tratada, a depressão pós-parto pode se cronificar, durando até anos após o nascimento do filho.</p>
</blockquote>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">Como identificar a depressão pós-parto e quais os sintomas mais comuns?</span></strong></p>
<ul>
<li class="p1">Na depressão pós-parto a mulher pode se apresentar entristecida ou desinteressada na maior parte do tempo.</li>
<li class="p1">A capacidade de sentir prazer diminui, assim como o desejo de interagir socialmente e conversar com as pessoas. Isso muitas vezes impacta a relação da mãe com o bebê.</li>
<li class="p1">As sensações de exaustão e cansaço extremo são queixas frequentes. O sono pode ficar alterado, assim como o apetite.</li>
<li class="p1">Usualmente existe um grau de tensão, ansiedade, dificuldade em relaxar, pensamentos negativos sobre o futuro e sobre o bebê, arrependimento pela maternidade, obsessões sobre a saúde do bebê ou medo de machucá-lo, por exemplo.</li>
<li class="p1">O sentimento de culpa materna quase sempre se apresenta, tanto pelas coisas que &#8220;deram errado” e pelas que &#8220;ainda irão dar&#8221;.</li>
</ul>
<p class="p1">Muitas mulheres se sentem envergonhadas por estarem deprimidas após o nascimento do filho. Assim, tentam ocultar o sintomas, mantendo-os em segredo, procurando aparentar felizes e sorridentes. Assim, estas mulheres podem aparentar emocionalmente bem enquanto na interação social, mas estão com grande sofrimento interno. <strong>É o que eu costumo chamar a atenção, pois a depressão pode estar “mascarada&#8221; por um comportamento voluntário semelhante ao que é esperado socialmente.</strong></p>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">O que leva uma mãe a ter depressão pós-parto?</span></strong></p>
<p class="p1">São inúmeros fatores, nem todos totalmente compreendidos. Mas vou&nbsp;listar os mais importantes, para que todos fiquem atentos às mulheres que apresentem UM ou mais dos fatores de risco abaixo:</p>
<ul>
<li>História pessoal de quadro depressivo ou outro quadro psiquiátrico prévio;</li>
<li>Gestação indesejada, não aceita ou rejeitada pelo parceiro ou familiares</li>
<li>Presença de sintomas depressivos e ansiosos na gestação</li>
<li>Violência do parceiro íntimo na gestação;</li>
<li>Situação econômica estressor ou outras fontes de estresse durante a gestação;</li>
<li>Complicações obstétricas;</li>
<li>Partos traumáticos;</li>
<li><em>Baby Blues</em> muito intenso.</li>
</ul>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">Qual profissional mais adequado para tratar a depressão pós-parto?</span></strong></p>
<p class="p1">O psiquiatra é o profissional mais adequado para avaliar e indicar tratamentos para mulheres durante a gestação ou após o parto. E não necessariamente ele indicará o uso de medicamentos. Medidas como atividades físicas, psicoterapia, melhora da higiene do sono, podem ser suficientes para os quadros leves. Já em casos moderados e graves o uso de medicamentos é usualmente indicado, uma vez que o equilíbrio psíquico da mulher é fundamental para sua vinculação com o bebê.</p>
<blockquote>
<p class="p1"><strong>Mulheres com discurso suicida devem ser avaliadas com urgência, de preferência por um psiquiatra</strong>.</p>
</blockquote>
<p class="p1">No entanto, no Brasil, a maioria das mulheres não tem acesso a especialidade da psiquiatra. Neste caso, o próprio obstetra ou pediatra podem iniciar o tratamento e o médico de saúde de família continuar o acompanhamento da mulher.</p>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">Existe alguma forma de evitar o <em>baby blues</em> ou a depressão pós-parto?</span></strong></p>
<p class="p1">Medidas de estilo de vida saudável podem aliviar sintomas de ansiedade e humor, auxiliando no equilíbrio emocional da mãe desde a gestação. Nutrição adequada, uso de alguns chás, práticas de autocuidados e de conexão mente e corpo, como <em>Mindfulness</em> e yoga. Prática regular de exercícios físicos na gestação e após o parto, incluindo exercícios de força, de preferência após avaliação do assoalho pélvico por um fisioterapeuta especializado.</p>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">Qual o tratamento mais adequado para a depressão pós-parto?</span></strong></p>
<p class="p1">Para casos leves as mesmas medidas descritas acima podem ser suficientes. Já em outros casos, a intensidade dos sintomas e o sofrimento da mulher é tamanho, que o benefício do uso de medicamentos é marcante e seu uso é indicado com muita segurança.</p>
<blockquote>
<p class="p1">A maioria dos medicamentos de uso habitual na psiquiatria é, sim, compatível com a amamentação.</p>
</blockquote>
<p class="p1">A necessidade de um tratamento psiquiátrico não contra-indica a amamentação e ninguém precisa fazer o desmame para poder se tratar.&nbsp;Ou seja, continue amamentando, faça seu tratamento, melhore e seja feliz!</p>
<p class="p1"><strong><span style="color: #800080;">Algum recado que gostaria de deixar para as mães que estão no puerpério&nbsp;</span></strong><strong><span style="color: #800080;">ou enfrentando uma depressão pós-parto?</span></strong></p>
<ul>
<li class="p1"><strong>Para as gestantes:</strong>&nbsp;permitir desacelerar é fundamental. Abra espaços na sua vida e no seu interior para receber seu bebê.&nbsp;Aumentem a conexão mente-corpo. Atividades como yoga, <em>Mindfulness</em>, preparo para o parto, fisioterapia, meditações guiadas. Elas podem, inclusive, favorecer o fortalecimento da resiliência, habilidade importante para lidar com inúmeras circunstâncias de &#8220;expectativa versus realidade”.</li>
<li class="p1"><strong>No pós-parto</strong>, brinco que nos primeiros quinze dias o lema é &#8220;<em>keep calm</em>”. Lembre-se da impermanência: pode ser apenas o <em>Baby Blues</em>, que logo deve passar.</li>
<li class="p1">Se você não observar melhora no humor ou nos níveis de tensão e ansiedade depois do primeiro mês de vida do bebê, pode ser um caso de adoecimento psíquico. A maior parte dos casos tende a se manifestar nos primeiros meses após o parto, mas existem aqueles que se apresentam mais tarde, como no retorno ao trabalho ou como consequência de privação de sono ou outros fatores.</li>
<li>
<p class="p1">Se você tem dúvidas quanto ao seu estado emocional após o parto, é importante procurar avaliação. Não deixe que a culpa, vergonha ou os tabus de realizar um tratamento psiquiátrico te impeçam de buscar ajuda. Você agradecerá, seu filho também, o marido e toda a família!</p>
</li>
</ul>
<blockquote><p>Siga observando seu estado emocional. Por mais que existam dificuldades e receios, a maternidade deve ser leve e prazeirosa.</p></blockquote>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-9892" src="https://www.portalmommys.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Foto-psiquiatra-Juliana-Parada-242x300.jpeg" alt="Juliana Parada é Psiquiatra perinatal, Fundadora do Sentir Mulher e ativista pela saúde mental materna" width="159" height="197"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><span style="color: #666699;"><em>Juliana Parada é Psiquiatra perinatal, Fundadora do Sentir Mulher e ativista pela saúde mental materna</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800080;"><em>Se você se interessou pelo assunto e quer saber mais a respeito, confira a última edição da <a style="color: #800080;" href="https://www.portalmommys.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Mommys_Ed22.pdf">Revista Mommys</a>, que traz o puerpério como tema da matéria de capa.</em></span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Precisamos falar sobre as mães recém-nascidas</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2019/10/16/precisamos-falar-sobre-as-maes-recem-nascidas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2019 18:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento Conjugal]]></category>
		<category><![CDATA[mãe recém-nascida]]></category>
		<category><![CDATA[pós-parto]]></category>
		<category><![CDATA[puerpério]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mariana Anselmo Você esperou por nove meses. Talvez um pouco mais ou um pouco menos. Você se preocupou com a alimentação. Mudou seu ritmo de trabalho. Preparou o enxoval. Lavou as roupinhas. Decorou o quarto. Você leu livros sobre temas que nem imaginou que existiam. Frequentou cursos. Fez yoga. Planejou o parto. Ou você&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800080;"><em><strong>Por Mariana Anselmo</strong></em></span></p>
<p>Você esperou por nove meses. Talvez um pouco mais ou um pouco menos. Você se preocupou com a alimentação. Mudou seu ritmo de trabalho. Preparou o enxoval. Lavou as roupinhas. Decorou o quarto. Você leu livros sobre temas que nem imaginou que existiam. Frequentou cursos. Fez yoga. Planejou o parto. Ou você não fez nada disso e decidiu que iria apenas observar a barriga, as expectativas &#8211; e os incômodos &#8211;&nbsp;crescerem. Durante este tempo de espera, você imaginou como seria quando o bebê chegasse. E fez muitos, muitos planos.</p>
<p>Mas, de repente, PUMBA! Estava lá você com um bebê nos braços. Recém-parida e tão recém-nascida quanto aquele serzinho que você aninhou na barriga (ou no coração &#8211; para aquelas mães que não geraram fisicamente) por tanto tempo. E aí você que tanto gostava de controlar a sua vida (sim, porque todas nós, bem lá no fundo, nos sentimos muito bem quando estamos no controle), se viu diante do maior desgoverno já vivido em toda a sua existência.</p>
<p>Falta tempo para comer. Para dormir. Para escovar os dentes. Falta tempo para se olhar no espelho. Para conversas que não sejam sobre fraldas, mamar ou dormir. E logo você, que tanto se preparou, se viu totalmente despreparada para viver o que o puerpério tinha para te apresentar.</p>
<p>PUERPÉRIO. A palavra é tão estranha quanto os sentimentos que esse momento traz para vida de uma família. Apesar de aqui eu estar falando especialmente para as mulheres, a verdade é que o puerpério é um momento de mudanças para todo um sistema familiar. Todo mundo precisa se reconstruir e encontrar seu novo lugar no mundo, diante daquele bebê que tanto demanda. É a hora em que a vida vira de cabeça baixo e que a gente não sabe bem quando – e nem se – ela vai desvirar.</p>
<p>As mães recém-nascidas, independentemente de ser a sua primeira vez nesse papel ou não, podem se culpar por todas as ambiguidades que sentem durante esse período que, pasmem, pode durar até 2 anos (e não só os 40 dias que a nossa cultura imediatista insiste em colocar como prazo).</p>
<p>São os hormônios que estão a toda, as preocupações que não param de rondar a cabeça, a privação de sono que enlouquece. É a morte-vida dessa nova mulher que vai se descobrindo e se descortinando todos os dias. Você ouviu por muitas vezes que a maternidade iria mudar a sua vida, mas nunca conseguiria imaginar a dimensão dessa mudança.</p>
<p>E quando todos os cuidados e as atenções se voltam para o bebê recém-chegado, quem é que olha para a mãe que, também, acabou de adentrar nesse mundo? Um abraço vai bem? Com certeza! Um olhar carinhoso e acolhedor? Mais ainda! Mães recém-nascidas precisam falar e serem ouvidas. Sem julgamentos. Sem palpites. A ligação de alma que acontece entre mãe e bebê nessa chegada precisa de muito amparo.</p>
<p>Nem só de bebês recém-nascidos vivem as maternidades. E você? Que tal cuidar de uma puérpera hoje?!</p>
<p><strong><em>@marianselmo</em></strong></p>
<p><em><span style="color: #999999;">Foto: Adriana Costa</span></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sobre estar no puerpério e ser uma multimulher contemporânea</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2019/05/08/sobre-estar-no-puerperio-e-ser-uma-multimulher-contemporanea/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 20:21:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[mae de primeira viagem]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[puerpério]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Surge daí uma mulher diferente, mais forte, mais completa. É momento de evolução, mas não precisa ser momento de dor. Não sinta culpa, jamais! Você está fazendo o seu melhor, e o seu melhor é o que sua família precisa. O puerpério inicia-se logo após o parto. Pouco se discute sobre a vivência dessa fase.&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800080;"><em>Surge daí uma mulher diferente, mais forte, mais completa. É momento de evolução, mas não precisa ser momento de dor. </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800080;"><em>Não sinta culpa, jamais! Você está fazendo o seu melhor, e o seu melhor é o que sua família precisa.</em></span></p>
<p>O puerpério inicia-se logo após o parto. Pouco se discute sobre a vivência dessa fase. Na verdade, ela é esmagada entre o parto e a alegria do nascimento, a adaptação da rotina e a volta ao trabalho. A abdicação é um assunto quase tabu no que tange ao universo feminino. Quase não encontramos espaço para palavras como culpa, medos e tristeza, quando se é mãe recente.</p>
<p>Esse período de 45 a 60 dias, às vezes dura um pouco mais ou um pouco menos. É um ciclo no qual as mudanças causadas pela gravidez são restituídas. Todas estas transformações não se limitam às funções fisiológicas e hormonais. Também afetam o emocional, e essas questões são ainda mais relevantes e, na grande maioria das vezes, é aí que somos testadas.</p>
<p>Nesse período de transição vários sentimentos surgem. Existe um confronto interno real de expectativas construídas durante a gestação e a realidade trazida pela chegada do bebê.</p>
<p>Nesse contexto, a contemporaneidade e os vários papéis da mulher na sociedade vêm intensificar as ansiedades do puerpério: como equilibrar todos os pratos? Como lidar com a visão da perda de autonomia que a mulher tende a vivenciar neste momento? Emerge a preocupação sobre não conseguir se realizar como mulher, profissional, ser uma boa mãe ou esposa.</p>
<p>A mulher contemporânea, que cultiva interesses diversos e possui uma vida intensamente movimentada, tem sim dificuldades nesse momento em lidar com tensões que vão desde preocupações com o futuro, rearranjos financeiros, alteração drástica de rotina e questões profissionais. O fato de dividir-se entre vários mundos vem acompanhado de conflitos e de interrogações, de uma busca de conciliação, que é frequentemente fonte de culpa.</p>
<p>Precisamos discutir mais sobre esse assunto!</p>
<p>Precisamos incluir nos cuidados às gestantes e recém-mães, cuidados emocionais!</p>
<p>A expectativa sobre humana que a maternidade carrega com ela precisa ser trabalhada e discutida exaustivamente. Essa expectativa, aliada à vida perfeita do outro, gera a idealização, seguida pela culpa e pelo silêncio.</p>
<p>Eu trouxe esse tema à baila depois de observar várias mães passando por esse momento em minhas redes sociais. Vejo semelhanças em suas postagens&#8230; Mas vejo pouca interação. A contemporaneidade traz em sua esteira vários vieses positivos. Traz apoio, traz informação. Traz, muitas vezes consigo, a figura paterna atuante. Precisamos fazer mais uso dessas possibilidades!</p>
<p>O puerpério é um período difícil, mas necessário. É nesse momento, ao meu ver, que a mãe de fato emerge. Que ela abandona momentaneamente todos os demais papéis sociais e suas interações e assume a maternidade plena. Surge daí uma mulher diferente, mais forte, mais completa. É momento de evolução, mas não precisa ser momento de dor. Que nós, mulheres, possamos ser cada vez mais solidárias. Vamos conversar, vamos ser rede de apoio!</p>
<p>Cerque-se ainda mais de amor, mãe. Não tenha medo de falar, de pedir ajuda, de pedir um momento para si. Não sinta culpa. Jamais! Você está fazendo o seu melhor, e o seu melhor é o que sua família precisa.</p>
<p>Te digo, vai passar.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-5903" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2019/05/Assinatura-Natalia-Cavalieri-300x97.png" alt="" width="702" height="227" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2019/05/Assinatura-Natalia-Cavalieri-300x97.png 300w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2019/05/Assinatura-Natalia-Cavalieri-600x193.png 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2019/05/Assinatura-Natalia-Cavalieri-768x248.png 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2019/05/Assinatura-Natalia-Cavalieri-1024x330.png 1024w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2019/05/Assinatura-Natalia-Cavalieri-370x119.png 370w" sizes="(max-width: 702px) 100vw, 702px" /></p>
<p><em><span style="color: #999999;">Crédito da foto: banco de imagem</span></em><span id="more-5902"></span><!--more--></p>
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