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	<title>Arquivos Reflexões - Portal Mommys</title>
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	<title>Arquivos Reflexões - Portal Mommys</title>
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	<item>
		<title>MÃE DE PARATLETA JESSYCA OLIVEIRA CONTA COMO FOI TER SUA FILHA INTERNADA POR MAIS DE 01 ANO DEVIDO À MENINGITE C</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2023/11/09/mae-de-paratleta-jessyca-oliveira-conta-como-foi-ter-sua-filha-internada-por-mais-de-01-ano-devido-a-meningite-c/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tati]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 18:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Mommys]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta edição, a Revista Mommys traz uma entrevista exclusiva com Silvania Martins, mãe de Jessyca Oliveira (@jessyborg.oficial), atleta de natação paralímpica e palestrante. Em um relato emocionante, Silvania conta um pouco mais sobre a trajeTória inspiradora de sua filha, através de seu olhar de mãe. Ela relembra as graves sequelas deixadas pela Meningite C em&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://portalmommys.com.br/2023/11/09/mae-de-paratleta-jessyca-oliveira-conta-como-foi-ter-sua-filha-internada-por-mais-de-01-ano-devido-a-meningite-c/">MÃE DE PARATLETA JESSYCA OLIVEIRA CONTA COMO FOI TER SUA FILHA INTERNADA POR MAIS DE 01 ANO DEVIDO À MENINGITE C</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalmommys.com.br">Portal Mommys</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta edição, a Revista Mommys traz uma entrevista exclusiva com Silvania Martins, mãe de Jessyca Oliveira (@jessyborg.oficial), atleta de natação<br />
paralímpica e palestrante.</p>
<p>Em um relato emocionante, Silvania conta um pouco mais sobre a trajeTória inspiradora de sua filha, através de seu olhar de mãe. Ela relembra as<br />
graves sequelas deixadas pela Meningite C em sua filha quando ela tinha 10 anos, fala da importância da fé e como elas ressignificaram toda aquela<br />
dor e a transformaram em um propósito de vida.</p>
<p><strong>Silvania, poderia nos contar um pouco mais sobre sua história e como foi quando recebeu o diagnóstico de que sua filha, aos 10</strong><br />
<strong>anos, estava com Meningite C.</strong></p>
<p>A nossa história já começou desde o dia que a Jessyca nasceu, ela quase partiu durante a minha gravidez por falta de oxigênio, mas Deus a todo<br />
momento agia e transformava o impossível em possível. Quando ela tinha 10 anos a história de quase partir se repetiu. Eu me lembro até hoje da hora em que recebi uma ligação da minha mãe pedindo que eu fosse para o hospital, eu estava trabalhando e ela tinha ido passear com a Jessy. Naquela hora, eu jamais imaginei que fosse algo grave, mesmo todos me dizendo para não me assustar quando a encontrasse, pois ela já estava irreconhecível e com grande parte do corpo tomado pela necrose.<br />
Ao vê-la, foi inevitável. Uma dor profunda tomou conta de mim, mas rapidamente segurei as lágrimas para não a deixar nervosa e fomos nos acalmando. Depois que ela entrou em coma, foi intubada e as médicas me chamaram para conversar sobre o caso. Chegaram ao diagnóstico de<br />
uma meningite bacteriana do tipo C.<br />
Na época, eu não tinha conhecimento dessa doença e, consequentemente, não sabia que existiam vacinas que atuavam na sua prevenção (embora<br />
ela estivesse com as vacinas do posto em dia).<br />
Diante de tudo isso, surgiu nosso propósito. E a nossa história não se resume ao que nos aconteceu, mas como reagimos ao acontecido!</p>
<p><strong>Qual foi sua reação a princípio? E, como mãe, o que mais a ajudou nesse momento?</strong><br />
Foi um choque que jamais imaginei vivenciar, nenhuma mãe merece ver o seu filho numa situação que a meningite é capaz de deixar. Busquei forças<br />
do alto a todo momento, a fé me confortou e me deu a certeza de que tudo ia passar. Era 1% de chance, mas os 99% se tornaram de fé.</p>
<p><strong>Jessyca precisou ficar internada por mais de 1 ano e, durante esse período, foi necessário amputar seus braços e pernas, ela perdeu</strong><br />
<strong>parte de sua audição e teve também 80% de sua pele necrosada, em consequência da doença. Pode compartilhar conosco sobre como foi esse período para vocês e o que a fez ter forças para enfrentar essa situação.</strong><br />
Saber que ela estava viva e alegre a partir de tanta dor foi o maior motivo para continuar tendo forças, porque eu reconheci a gravidade da doença<br />
e as chances mínimas de sobrevivência, mas vivíamos a vitória diária que era estar vencendo a meningite dia após dia e ter ela do nosso lado.<br />
Não foram dias fáceis, pois é muito difícil como mãe ver o seu filho sentir dores e não poder controlar, mas fui sempre criando novas formas para<br />
distraí-la, buscando lados positivos da situação e sempre cuidando do meu interior para que eu pudesse cuidar e ser forte por ela.</p>
<p>Leia a edição completa da Revista, <a href="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2023/10/Mommys_Ed42.pdf">Clicando Aqui </a></p>
<p>Para ver as edições anteriores, <a href="https://portalmommys.com.br/revista-mommys/">clique aqui</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Cinema e adolescência:  como as produções audiovisuais podem auxiliar pais e mães a debaterem sobre essa fase dos filhos</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2022/03/25/cinema-e-adolescencia-como-as-producoes-audiovisuais-podem-auxiliar-pais-e-maes-a-debaterem-sobre-essa-fase-dos-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Mar 2022 01:10:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja aqui 7 dicas de filmes com temáticas super relevantes Por Carol Barreto e Luiza Barreto Tentar entender para debater a adolescência é, inevitavelmente, algo pretencioso. Afinal, estamos cansados de saber que essa fase da vida está em constante movimento e as transformações são sempre marcadas pelo tempo e espaço em que acontecem. Mas somos&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://portalmommys.com.br/2022/03/25/cinema-e-adolescencia-como-as-producoes-audiovisuais-podem-auxiliar-pais-e-maes-a-debaterem-sobre-essa-fase-dos-filhos/">Cinema e adolescência:  como as produções audiovisuais podem auxiliar pais e mães a debaterem sobre essa fase dos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalmommys.com.br">Portal Mommys</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:center">Veja aqui 7 dicas de
filmes com temáticas super relevantes</p>



<p style="text-align:center"> Por <a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a> e Luiza Barreto</p>



<p>Tentar entender para debater a adolescência é, inevitavelmente, algo pretencioso. Afinal, estamos cansados de saber que essa fase da vida está em constante movimento e as transformações são sempre marcadas pelo tempo e espaço em que acontecem. Mas somos pais/mães e também faz parte da nossa constituição como tais, ainda que pretenciosos, buscar apreender o que se passa com nossos filhos nessa fase de transição. </p>



<p>Como aquele serzinho que cuidamos com tanto zelo está se transformando em algo que eu não previ?? Porque não reconhecemos suas atitudes ao pensar na formação de lhes demos? São questionamentos comuns, que todo pai/mãe de adolescente passa em algum momento. </p>



<p>Como mãe e educadora, particularmente acredito que existem
dois caminhos para tornar a compreensão dessa fase menos penosa: lembrar e escutar.
Creio que seja muito importante fazer um mergulho no que foi a nossa
adolescência e abrir nossos corações para ouvir como é a dos nossos filhos.</p>



<p>Para fazer esse mergulho em vivências pessoais é crucial
alguma disposição para lembrar muitas coisas que a memória, intencionalmente ou
não, ajudou a maquiar e distorcer. Precisamos nos dispor a entrar em contato
com a angústia de quando não fazíamos a menor ideia do que fazer conosco e com
a vida; com o sofrimento e dessabores por amores ou pela rejeição dos pares;
com a imensa sensação de fragilidade da autoimagem; com a relação paradoxal de
amor e ódio, admiração e desilusão com os pais; com os questionamentos sobre
sexualidade e desejos inconfessos; e tantos outros sentimentos profundos que
nos assolam nessa fase. </p>



<p>Pensar e elaborar a própria adolescência é crucial para separar
os nossos fantasmas e traumas da experiência que agora é ou será vivenciada por
nossos filhos. Esse movimento é fundamental para darmos espaço à escuta e à
empatia. Precisamos ouvi-los e sermos capazes de nos pensar no lugar deles, em
um contexto e épocas diferentes das que vivemos, mas com o mesmo turbilhão de
sentimentos que nos atravessaram. </p>



<p>Mas não é fácil. Justamente porque décadas nos separam nessa
vivência que é sempre afetada pelo espaço/tempo em que acontece. E a arte, em
geral, possibilita a criação de pontes entre épocas e vivências. O cinema,
especificamente, é uma expressão artística muito eficaz em retratar o momento
com agilidade. Inclusive podemos pensar que o cinema formata a adolescência ao
mesmo tempo em que a retrata. </p>



<p>Pensando nas possibilidades de debates que as produções
audiovisuais podem trazer para as relações entre pais e filhos, convidei minha
filha Luiza, de 14 anos, para fazermos juntas uma lista de 7 produções que
abordam temas absolutamente atuais para a geração dela e que possam auxiliar os
pais a pensarem e conversarem com os filhos. </p>



<p><strong>Juno (2007)</strong></p>



<p>O filme independente <em>Juno</em> faz uma análise sensível
sobre as questões da gravidez na adolescência. Na história, Juno é uma jovem de
16 anos que fica grávida de seu vizinho e melhor amigo na primeira relação
sexual entre os dois. Sentindo-me imatura para ser mãe, Juno explora a
possibilidade de aborto, recusando ao procurar uma clínica, e decide por
entregar o filho à adoção. O filme aborda temas difíceis em qualquer época ou cultura:
sexualidade, aborto, gravidez na adolescência. E é um filme surpreendentemente
delicado. Seu principal trunfo é não tratar a questão da gravidez como um drama
excessivamente pesado ou um dilema existencial intransponível para a
adolescente e a família e, ao não dar contornos tão complexos e insuperáveis à
sexualidade e à gravidez precoce, sugere uma abordagem mais leve, natural e
não-agressiva dos fatos. Essa suavidade é, até mesmo, abrandada com um pouco de
humor, também inerente à adolescência. Apesar de ser de 2007, segue muito
atual, sensível e absolutamente verossímil.</p>



<p>Gênero: Comédia, Drama | Direção: Jason Reitman | Ano: 2007 | País de origem: EUA |Classificação indicativa: 10 anos | Onde assistir: Amazon Prime</p>



<p><strong>Eu não quero voltar sozinho (2010 &#8211; curta-metragem)</strong></p>



<p>Leonardo é um adolescente cego que sofre bullying de seus colegas de escola. O filme retrata o conflito de Leonardo quando um novo colega, Gabriel, entra na mesma turma que ele. Até então, Léo só tinha uma amiga: Giovana, com quem convive desde a infância. O conflito do personagem é muito simples, mas também complexo para qualquer adolescente: apaixonar-se. O aditivo que complica a situação é que além de cego, Leonardo se descobre gay e apaixonado por Gabriel. Eles têm de entender a si mesmos e ainda tentar preservar a amizade de Giovana, que parece se abalar com as mudanças que a vinda do novo rapaz ocasionou. O filme foi amplamente divulgado no youtube, tendo milhões
de visualizações. Anos depois, foi adaptado para uma versão em longa-metragem. Diversas
escolas pelo país exibiram o curta em sala de aula para debater questões com os
adolescentes, pela delicadeza e sensibilidade com que aborda os temas do jovem
com necessidade especial e a homossexualidade.</p>



<p>Gênero: Ficção | Direção: Daniel Ribeiro | Duração: 17 min | Ano: 2010 | País: Brasil | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: &nbsp;Youtube: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="https://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI (abre numa nova aba)">https://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI</a></p>



<p><strong>As vantagens de ser invisível (2012)</strong></p>



<p>Adaptação para as telas de livro homônimo do diretor e escritor americano Stephen Chbosky, o filme toca em assuntos delicados da adolescência: ansiedade, depressão, suicídio, traumas, desafios sociais. Na história, acompanhamos Charlie, um tímido garoto de 15 anos que está começando o primeiro ano do ensino médio em uma escola nova. O adolescente enfrenta uma depressão com tendências suicidas, aguçada pela perda de seu melhor amigo e de uma tia. Ele enfrenta as inseguranças da autoimagem, é constantemente alvo de bullying e se sente invisível, pela dificuldade de fazer amizades, manter relações sociais e o sentimento de não ser notado por ninguém. Quando conhece Sam e Patrick, adolescentes da “turma dos deslocados”, Charlie começa a experimentar novas possibilidades de juventude, com festas, drogas e, claro, o amor e as primeiras experiências sentimentais e sexuais. É dentro do grupinho que o jovem se apaixona, dá seu primeiro beijo, começa um relacionamento por não saber como dizer não e passa por um término desajeitado. Com os novos amigos, Charlie conquista a sensação de pertencimento e felicidade. Todo esse processo de crescimento e de descobertas, além dos momentos de empatia dos novos amigos com o garoto, faz com que os jovens se identifiquem e se emocionem com as cenas. Uma frase dita pelo professor tornou-se queridinha dos adolescentes
na época do lançamento do filme e segue muito relevante: “nós aceitamos o amor
que pensamos merecer”. Apesar de temas pesados, o filme é super delicado e comovente.
</p>



<p>Gênero: Ficção | Direção: Stephen Chbosky | Duração: 102 min | Ano: 2012 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 14 anos | Onde assistir: Netflix</p>



<p><strong>Boyhood – da infância à adolescência (2014)</strong></p>



<p>A proposta dessa produção já chama atenção em sua composição: o filme experimental foi feito ao longo de doze anos pelo diretor Richard Linklater, para retratar de perto o crescimento do protagonista dos 6 aos 18 anos, mantendo os mesmos atores ao longo desse período. <em>Boyhood</em> conta a história de um casal divorciado às voltas com a criação dos filhos, com foco em Mason, filho mais novo do casal. O longa trata da infância até a adolescência do garoto, que cresce e amadurece em meio aos conflitos de seus pais e consegue ilustrar, de maneira própria e autoral, a ascensão da Geração Z. Os vários relacionamentos e separações da mãe, o amadurecimento tardio do pai, as diversas mudanças de casas e os amigos que ficaram para trás são marcas na personalidade de cada um dos filhos que jamais serão apagadas. O roteiro também não ignora que adolescentes conhecem bebidas e drogas em meio às relações sociais que constroem. Os 12 anos passam-se sem aviso algum. Você só os percebe pela mudança física, da tecnologia, das formaturas, da ida à faculdade e do ninho vazio. As palavras de Mason, na cena final, são bem realistas: nós somos o resultado de uma coleção de instantes mais ou menos memoráveis. A felicidade está em vivê-los intensamente acompanhando essas mudanças.</p>



<p>Gênero: Drama | Direção: Richard Linklater | Duração: 2h45min | Ano: 2014 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: Star+</p>



<p><strong>Com Amor, Simon (2018)</strong></p>



<p>O filme conta a história de Simon Spier, um jovem de 16 anos, morador de um subúrbio americano, cuja vida é completamente comum e banal, a não ser por um segredo: ele é gay. Enquanto a maioria dos jovens adolescentes heterossexuais crescem assistindo dezenas e dezenas de filmes sobre o colegial, com seus beijos técnicos e enredos de superação e perseverança, adolescentes gays encontram nessa produção uma oportunidade de representatividade, porque o segredo de Simon é o grande protagonista da história – e muitos adolescentes vivem este segredo. A trama começa quando Simon vê uma postagem anônima de alguém do colégio que se diz gay e começa a trocar mensagens para partilhar experiências. Sob pseudônimos nas trocas de e-mails, acompanhamos dois jovens se apaixonarem virtualmente. Mas esse cenário se complica quando um outro colega, Martin, descobre as conversas e ameaça publicá-las, a menos que Simon consiga juntá-lo com sua amiga, Abby. Ao longo de confusões mirabolantes para proteger seu segredo, Simon sai oficialmente do armário, identidades são reveladas, corações quebrados e famílias desestabilizadas. A jornada de Simon até se assumir homossexual trata do assunto dentro de uma zona de conforto: Simon é branco, de classe média alta, tem amigos e família que o apoiam e a sombra de homofobia que paira sobre ele revela-se bem menos nociva do que o imaginado – e do que, em geral, de fato ocorre no dia a dia. Mas é um filme muito importante, porque acessa todo tipo de público (jovens e adultos). Mesmo se arquitetando nessa zona de conforto, o filme constrói bem seus personagens – todos eles -, cria momentos de identificação fortes, passa uma mensagem coesa e a sensação de verossimilhança é constante.</p>



<p>Gênero: Drama, romance, LGBTQIA+ | Direção: Greg Berlanti | Duração: 109 min | Ano: 2018 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: Star+</p>



<p><strong>O ódio que você semeia (2018)</strong></p>



<p>O “Ódio que você semeia” fala sobre uma temática que cada vez mais tem sido discutida de forma ampla na sociedade: a violência policial. Mas a diferença é que o tema é abordado sob o ponto de vista de uma adolescente negra: Starr, que presencia o assassinato do melhor amigo por um policial branco. Ela é convocada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. O filme foi inspirado em um livro de mesmo nome da escritora Angie Thomas, que alcançou o primeiro lugar na lista do New York Times. Numa cidade fictícia nos Estados Unidos, o filme estabelece dois blocos geográficos que, socialmente, são praticamente opostos. De um lado temos um bairro de população majoritariamente negra, que convive com o crime trazido pelos conflitos de gangues do tráfico; do outro há um bairro de população majoritariamente branca, onde todos possuem boa situação financeira e os índices de criminalidade são baixos. Entre os dois blocos, flutua Starr Carter. A jovem vive na região dos negros, mas seus pais, pensando no futuro de Starr e de seus irmãos, Seven e Sekani, os matriculou na escola mais cara da cidade, que fica no bairro dos brancos. A história transita entre esses dois mundos, mostrando suas diferenças e conflitos para desenvolver discussões sobre o racismo em suas mais variadas formas. A personagem principal enfrenta uma intensa travessia que vai do conforto a um estado de indignação irreversível. O discurso de <em>O Ódio Que Você Semeia</em> é duro e frontal, traz um retrato poderoso da discriminação racial. É desafiador conter as lágrimas em certos momentos, especialmente naqueles em que a constatação dos abismos se torna perfurante. Um filme poderoso para trazer essas questões para o debate com nossos filhos.</p>



<p>Gênero: Drama, crime | Direção: George Tillman Jr. | Duração: 132 min | Ano: 2018 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: Google Play</p>



<p><strong>Red: Crescer é Uma Fera&nbsp;(2022)</strong></p>



<p>Animação recém lançada pela Disney, <em>Red</em> acompanha Mei Lee, uma estudante chinesa-canadense de 13 anos dividida entre continuar sendo uma filha obediente e o caos da adolescência. Ming, sua mãe superprotetora e um pouco autoritária, nunca está longe dela. E como se as mudanças em seus interesses, relações e em seu corpo não bastassem, sempre que passa por fortes emoções – o que acontece praticamente sempre – ela se transforma em um panda-vermelho gigante. Ao saber que não é a única da família que passou por isso, a jovem descobre um ritual para remover o espírito do panda – algo que todas as mulheres da família passaram. Mas, ao longo dessa trajetória, Mei consegue conversar com o pai de maneira profunda sobre aceitar os defeitos e emoções que sente. E a jovem decide abraçar plenamente quem ela é e o que quer, optando, ao contrário das outras integrantes da família, por manter o panda-vermelho para o resto da vida, já que ele é parte do que a define como ser. Ainda que seja uma produção que habite o universo da fantasia, as metáforas do filme são lindíssimas. A construção da autoestima, com todas as singularidades individuais; a aceitação do que nos torna diferentes, mas também pertencentes; a possiblidade de transformação da autoimagem; estão retratadas de maneira leve, divertida, engraçada e muito bem articulada.</p>



<p>Gênero: Animação | Direção: Domee Shi | Duração: 132 min | Ano: 2022 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: Livre | Onde assistir: Disney Plus</p>
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		<title>Como o machismo estrutural impacta na criação dos filhos</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2022/02/18/como-o-machismo-estrutural-impacta-na-criacao-dos-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 15:04:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[#criaçãodefilhos]]></category>
		<category><![CDATA[#educaçãofeminista]]></category>
		<category><![CDATA[#machismoestrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entender e desconstruir o machismo estrutural é a única maneira de contribuir para a construção da equidade de gêneros que promova uma sociedade mais igualitária e respeitosa no futuro. Conheça a experiência da mommy Cláudia Moreira e o que pensa a psicóloga, e também mommy, Bel Ornelas, sobre esse tema. </p>
<p>O post <a href="https://portalmommys.com.br/2022/02/18/como-o-machismo-estrutural-impacta-na-criacao-dos-filhos/">Como o machismo estrutural impacta na criação dos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalmommys.com.br">Portal Mommys</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:center">Entender e desconstruir esse processo é a única maneira de contribuir para a construção da equidade de gêneros que promova uma sociedade mais igualitária e respeitosa no futuro. Conheça a experiência da mommy Cláudia Moreira e o que pensa a psicóloga, e também mommy, Bel Ornelas, sobre esse tema. </p>



<p style="text-align:center">Por <strong><a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a></strong></p>



<p>&#8220;A mulher é um ser de cabelos compridos e ideias curtas&#8221;.</p>



<p>&#8220;Todo feminismo termina sendo um machismo de saia&#8221;.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Além de casar, o que a mulher mais gosta é de ser enganada de vez em quando&#8221;.</p>



<p>&nbsp;É provável que você já tenha ouvido frases como essas, ou no mesmo teor, ditas por homens da nossa sociedade. Poderíamos argumentar que são homens ignorantes, sem conhecimento sociocultural, certo? Infelizmente não. A primeira frase é atribuída a Arthur Schopenhauer, filósofo que mais contribuiu para a composição do conceito, ético e ateu, da metafísica alemã.&nbsp;</p>



<p>Então poderíamos pensar que são frases proferidas por homens afastados da espiritualidade, certo? Errado novamente. Afinal, o autor da segunda frase é ninguém menos do que o Papa Francisco, que posteriormente buscou se retratar.&nbsp;</p>



<p>Ah! Então a melhor justificativa é: são frases ditas apenas por homens, ponto. Correto? Também não. A última frase é de autoria da escritora Jane Austen.&nbsp;</p>



<p>Atitudes e discursos machistas são frutos da construção da identidade feminina e masculina ao longo da história da humanidade. Denominamos como machismo estrutural justamente a construção e a organização dos elementos que compõem o corpo social, dando sustentação à dominação patriarcal.&nbsp;</p>



<p>Ainda nos dias atuais, mesmo com estudos avançados e amplamente compartilhados sobre o tema, muitos pais e mães seguem reforçando comportamentos machistas na criação de seus filhos, especialmente por repetirem o modo como foram educados. Estimulam hábitos e articulam frases e ideias que vão naturalizando nas crianças a reprodução desse padrão.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Isso é coisa de menina&#8221;, &#8220;meu filho vai dar trabalho, vai ser pegador&#8221;, &#8220;menina tem que ajudar a mãe a cuidar da casa&#8221; e muitas outras frases e comportamentos que já estão arraigados à nossa cultura são parte do cotidiano de muitas crianças, que vão absorvendo e repetindo tais condutas.&nbsp;</p>



<p>Os impactos e legados do machismo para a sociedade brasileira são evidentes quando buscamos os “Indicadores sociais das mulheres no Brasil”, desenvolvidos pelo <a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/genero/20163-estatisticas-de-genero-indicadores-sociais-das-mulheres-no-brasil.html?=&amp;t=o-que-e">IBGE</a>, que analisa as condições de vida das mulheres no país. Segundo o último levantamento, publicado em 2021, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou trabalhos domésticos quase o dobro de tempo que os homens.</p>



<p>&nbsp;Por outro lado, receberam salários, em média, de apenas 77,7% do montante auferido pelos homens e a desigualdade alcança proporções maiores nas funções e nos cargos que garantem os maiores ganhos.&nbsp;</p>



<p>Outro dado relevante da pesquisa diz respeito à sub-representação. Na política, a evolução da participação feminina é ínfima. Embora as mulheres sejam maioria na população brasileira, e mais escolarizadas, somente 16% dos vereadores eleitos no país em 2020 foram mulheres.&nbsp;</p>



<p>Ou seja: continuamos cuidando de casa e filhos, recebendo menos, estudando mais e sem representatividade política. Isso para não trazer à tona os dados da violência contra as mulheres que são ainda mais opressores e deprimentes. Pensar numa educação dos filhos que, na prática, combata esse tipo de comportamento é o único caminho possível para construirmos a equidade de gêneros.</p>



<p><strong>Por onde começar a transformar essa realidade?</strong></p>



<p>&nbsp;Embora protagonistas nos debates sobre equidade de gênero e usufrutuárias dos avanços proporcionados pelos movimentos feministas, grande parte das mulheres ainda vive sob uma cortina de fumaça, equilibrando tantos pratos no dia a dia, que a conscientização sobre o problema e consequências que a perpetuação de certos comportamentos pode trazer para si mesmas e para as outras mulheres torna-se alvo distante, o que pode levá-las a reforçar estereótipos entre os filhos.&nbsp;</p>



<p>Daí a importância da partilha e da escuta de experiências de outras mulheres que auxilie na desconstrução da repetição de modelos machistas na criação dos filhos. Entender como não ser uma mãe que reproduza o machismo é tão importante quanto combatê-lo.</p>



<p>&nbsp;A mommy Cláudia Moreira, de 41 anos, é arquiteta e mãe de 3 filhos, Leticia (18 anos), Rafaela (06) e Guilherme (04). Os dois filhos mais novos são frutos de seu atual relacionamento de quase uma década. Um relacionamento saudável e construído diariamente com muita parceria, paciência e amor. Mas não foi sempre assim.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="976" height="744" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira.jpeg" alt="" class="wp-image-15267" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira.jpeg 976w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-600x457.jpeg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-300x229.jpeg 300w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-768x585.jpeg 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-370x282.jpeg 370w" sizes="(max-width: 976px) 100vw, 976px" /><figcaption><em>A mommy Claudia Moreira, arquiteta, com os 3 filhos, Leticia, Rafaela e Guilherme, e seu companheiro, Régis. | Imagem: Arquivo pessoal.</em></figcaption></figure></div>



<p>Aos 22 anos, Cláudia se envolveu com um homem 20 anos mais velho e engravidaram após poucos meses de namoro. Ela ainda cursava faculdade quando se casaram. Vivendo juntos ela começou a perceber, em pouco tempo, certas atitudes machistas e misóginas por parte dele: “Presenciava tudo de maneira pueril, com imparcialidade por acreditar que era normal”, afirma Cláudia.&nbsp;</p>



<p>Com o tempo vieram as agressões e ameaças: “Durante toda a relação suportei agressões verbais, abuso sexual marital, ameaças diversas e constantes, inclusive de morte”. Após 5 anos de sofrimento ela conseguiu reunir forças para sair de casa. “Emagreci quase 20 kg, deprimida, frágil e totalmente indefesa. Vivi ainda por alguns anos sob ameaças constantes, perseguições, injúrias, insultos, humilhações, alienação parental até que ele foi acometido por uma doença que o deixou inválido e o levou a morte alguns anos depois”, conta a arquiteta.&nbsp;</p>



<p>Qual o caminho para se reerguer de uma experiência dessas? O primeiro passo é entender que se necessita de ajuda: “consegui me reerguer com auxílio psiquiátrico, medicação e muita coragem”, diz Cláudia. Essa reconstrução pessoal leva tempo, exige paciência, força e apoio. Mas ela conseguiu e se permitiu transformar a dor em aprendizado e determinação para modificar a realidade ao seu redor.</p>



<p>&nbsp;“A infeliz experiência que tive em um relacionamento abusivo possibilitou-me ter plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e seus malefícios e tem influência direta na minha relação com o outro e na educação dos meus filhos, hoje”, conta. A conversa aberta sobre o machismo e suas consequências é apontada por Cláudia como sendo fundamental no seio familiar. “Sempre com cautela e respeitando o amadurecimento das crianças, devido ao peso que esse comportamento carrega”.</p>



<p>&nbsp;Ela conta que comportamentos que reforçam o machismo estão tão entranhados em nossa sociedade, “que desconstruir esse processo dentro de um lar exige um trabalho árduo, treino, paciência e sabedoria”. E dá alguns exemplos de como leva isso para o dia a dia: “As crianças e adolescentes são guiadas basicamente por exemplos, então trago para o cotidiano da família a igualdade de gênero nos simples detalhes. Divisão de tarefas, os brinquedos são apresentados sem distinção de gênero, os sentimentos podem e devem ser expostos, choro, raiva, independente se é menina ou menino. Nos policiamos a todo momento para que expressões do cotidiano patriarcal como, ‘vira homem’, ‘você é menina, não pode nada’, não sejam utilizados”.</p>



<p>&nbsp;O caminho é longo e exige policiamento constante. “Por aqui, o combate ao patriarcado é constante, mas sempre encontro vários obstáculos na própria família, no meu companheiro, na vizinhança, escola e às vezes em mim mesma. A dominância masculina é tão enraizada que em vários momentos surpreendo-me exercendo uma atitude machista. Acontece na criação dos meus filhos, no meu relacionamento, com meus amigos”. Cláudia reforça: “é necessário um trabalho dia a dia, começando por nós mesmos e levando a palavra e exemplos com sabedoria, cautela e paciência para os demais”.</p>



<p>&nbsp;<strong>Como lidar com as diferenças na criação de meninos e meninas</strong></p>



<p>&nbsp;&nbsp;O feminismo, para muito além dos reducionismos com que é abordado na era digital, pode ser qualificado como um movimento contra o sexismo e a desigualdade entre gêneros, que abarca e defende as reivindicações das mulheres por seus direitos. Outro ponto sempre relevante para o movimento é o combate a ações que não só colocam as mulheres em posições de inferioridade, mas também atribuem expectativas de como os homens devem se portar para não evidenciarem suas fraquezas e sentimentos, como se tal comportamento fosse ameaçador a sua “masculinidade”.</p>



<p>&nbsp;O conjunto de expectativas imposto, historicamente, a respeito de homens e mulheres influencia enfaticamente a dinâmica familiar e a postura dos pais. Quando falamos em combater o machismo, pensamos logo em empoderar as mulheres. Mas qual é a importância de combatê-lo também a partir dos meninos?</p>



<p> De acordo a psicóloga, feminista e mommy, Bel Ornelas, sob o domínio do machismo ninguém sai ileso. “Se por um lado é preciso abrir os olhos das meninas e mostrar que elas podem ser quem elas quiserem, que devem lutar pelas mesmas oportunidades e direitos, é preciso que os homens também aprendam a enxergar o mundo sob essa perspectiva. Se elas precisam se apropriar dos espaços públicos, eles por sua vez precisam se apropriar do espaço doméstico. E ambos precisam aprender novas formas de se expressar no mundo que sejam desvinculadas dos ciclos de opressão”.</p>



<p>&nbsp;Para Bel, se o machismo é opressor para as mulheres, para os homens ele também é limitador. “Assim como as meninas, desde pequenos, os meninos são enquadrados em caixinhas muito limitadoras. E vão buscar se encaixar nesses rótulos, no que é esperado deles enquanto meninos. Não podem ser muito sensíveis, amorosos, não vão aprender a lidar com a raiva usando muitas vezes a violência como forma de resolver os conflitos e vão se sentir sempre pressionados a serem fortes e a competirem entre si”.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-683x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-15268" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-683x1024.jpeg 683w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-600x900.jpeg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-200x300.jpeg 200w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-768x1151.jpeg 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-370x555.jpeg 370w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42.jpeg 1366w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption><em>A mommy Bel Ornelas, psicóloga, feminista, malabarista de pratinhos cotidianos e mãe da Clarinha. | Imagem: Arquivo pessoal.</em></figcaption></figure></div>



<p>A psicóloga destaca, ainda, que a reprodução dos modelos de conduta marcadas pelo machismo inibe potencialidades individuais amplas. “Uma criança, menino ou menina, criada sob perspectivas machistas não poderão desenvolver plenamente suas personalidades como deveriam e gostariam em prol de se encaixarem no que se espera deles socialmente. É urgente que esses meninos descubram novas masculinidades que permitam que eles possam assumir suas individualidades e que proporcione um mundo mais justo”.&nbsp;</p>



<p>Em sua rotina doméstica familiar, Claúdia Moreira coloca em prática esses posicionamentos. Ao falar sobre a educação de seu filho, Guilherme, a arquiteta pondera: “O machismo pode ser tão opressor para homem como é para a mulher. Sendo assim, respeitamos seus desejos e sentimentos independente do órgão sexual que carrega. Ele tem carrinhos, adora futebol e super heróis, mas aqui menino também brinca de boneca e comidinha. Experimenta acessórios femininos e inclusive vestido de princesa. Sempre respeitando suas necessidades, nada é imposto ou provocado. Seguimos com naturalidade. Isso pode ser um problema para a maioria das famílias, infelizmente. Acreditamos que permitir que uma criança brinque, expresse e experimente abertamente só vai gerar um adulto feliz, bem resolvido e empático”.</p>



<p><strong>Como transformar as práticas cotidianas</strong></p>



<p>&nbsp;Essa mudança de olhar e comportamento por parte dos pais/cuidadores das crianças, segundo Bel Ornelas, é fundamental para a formação de uma sociedade com cidadãos mais conscientes da necessidade da equidade de gêneros. Segundo a psicóloga, “o principal papel das mães e pais é abandonarem os rótulos e apresentarem uma vida com mais repertório para essas crianças. Seu filho tem bonecas para que ele possa brincar de casinha? Sua filha tem carrinhos? Ambos brincam/usam coisas rosas e azuis? Seu filho é acolhido quando chora? Frases como “seja homem”, “você é o homem da casa”, “isso é coisa de menina” são ditas na sua casa? À primeira vista esses enfoques podem parecer inofensivos, mas é através de sutilezas como essas que as crianças começam a interiorizar a ideia de que não podemos ter as mesmas oportunidades, e que nossos comportamentos devem ser diferentes”.</p>



<p>&nbsp;Bel também destaca a importância do exemplo nessa relação entre pais, familiares e as crianças: “Como é a percepção dessa criança em relação ao comportamento dos homens e mulheres com os quais convive? No nosso dia a dia estamos reforçando esses estereótipos com as nossas atitudes? A revisão sempre é importante”.</p>



<p>&nbsp;E se a criança tem no seu círculo de convívio exemplos que corroboram com o machismo estrutural? Por exemplo, ela sempre vê a vovó cuidando das tarefas domésticas e o vovô no sofá vendo televisão. Uma mãe que cuida exclusivamente dos filhos enquanto o pai trabalha fora o dia inteiro e não participa de nenhuma demanda doméstica. Não é possível mudar essa realidade, mas como lidar com isso?</p>



<p>&nbsp;“Fingir que nada está acontecendo não funciona porque a criança está, mesmo sem dizer nada, captando a mensagem. Nesses casos, converse com a criança, debata, pontue, gere reflexão. Mantenha o assunto vivo em casa para que elas possam ter um espaço seguro para tirarem dúvidas, criarem um senso crítico e principalmente, conseguirem se reconhecer como são para além dos estereótipos dados”, finaliza Bel.<br></p>
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		<title>Perdi um ano ou ganhei um ano?</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2021/04/02/perdi-um-ano-ou-ganhei-um-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Apr 2021 03:38:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu no Mommys]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luciene Longo Dia 18 de março completou exatamente 1 ano do meu primeiro dia de teletrabalho e quarentena. Impossível não tentar fazer um balanço desse tempo. Foram: Mais de 8.000 horas junto com meu marido e filho, com pouquíssimas interrupções; 365 almoços, lanches ou jantares feitos por mim (na verdade 355 – 10 dias&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em><span class="has-inline-color has-vivid-purple-color">Por Luciene Longo</span></em></strong></p>



<p>Dia 18 de março completou exatamente 1 ano do meu primeiro dia de teletrabalho e quarentena. Impossível não tentar fazer um balanço desse tempo. Foram: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Mais de 8.000 horas junto com meu marido e filho, com pouquíssimas interrupções;</li><li>365 almoços, lanches ou jantares feitos por mim (na verdade 355 – 10 dias eu fiquei de cama travada da coluna);</li><li>365 almoços e lanches só com meu marido e filho;</li><li>2 cortes de cabelo em mim feitos por mim mesma;</li><li>0 viagens;</li><li>0 idas a casa de amigos e parentes;</li><li>0 idas a restaurantes e bares;</li><li>1 delivery de comida no dia do meu aniversário, mas deu tanto trabalho desinfetar tudo que desisti de tentar de novo. (rs);</li><li>0 idas ao cinema;</li><li>0 idas ao shopping;</li><li>0 idas ao supermercado, sacolão e açougue (tudo foi feito online);</li><li>0 festas – principalmente as infantis, que eram as mais frequentes nos últimos tempos até março de 2020&#8230;;</li><li>0 resfriados, nariz escorrendo, garganta doendo;</li><li>Aproximadamente, menos 50 almoços com meus pais (almoçava com eles 1 vez por semana, mais ou menos);</li><li>Mais reuniões de trabalho (muito mais);</li><li>Mais brincadeiras com meu filho;</li><li>Mais abraços e beijos em família;</li><li>Menos correria de horário;</li><li>Mais livros lidos, mais músicas escutadas, mais filmes e séries vistas;</li><li>1 nova integrante na família (nossa filha canina).</li></ul>



<p>A resposta pra pergunta da primeira linha não é tão simples. Muitas foram as lutas diárias, muitas notícias ruins, algumas notícias boas, um certo alívio de ter chegado até aqui com todas as pessoas próximas a mim e muito amadas, VIVAS. Mas MUITO medo do que está por vir.</p>



<p>Às vezes me pego pensando que ninguém tem ou teve experiência em ser mãe numa pandemia. Não é fácil. Aliás, ninguém tem ou teve a experiência de mãe, pai, filho ou filha, irmão ou irmã, tio ou tia, sobrinho ou sobrinha, amigo ou amiga numa pandemia. Mas, a partir de agora, temos. E o que a gente fará com isso? </p>



<p>A sensação é de estarmos mais próximos do fim do que do começo. Sempre falo isso com quem eu converso e que está desanimado. Mas, será mesmo?</p>
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		<title>O que mudou em mim depois da minha separação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2021 12:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento Conjugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Fernanda Taveira (@reprogr.a.m.a.r) Muitas pessoas perguntam o que mudou depois da minha separação. E respondo que o que mudou foi que eu parei de colocar a culpa de todos os meus problemas no meu ex, nos meus filhos, nos meus cachorros, na falta de tempo, no universo. Eu trouxe a responsabilidade dos meus desafios&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><span style="color: #800080;">Por Fernanda Taveira (@reprogr.a.m.a.r)</span></em></strong></p>
<p>Muitas pessoas perguntam o que mudou depois da minha separação. E respondo que o que mudou foi que eu parei de colocar a culpa de todos os meus problemas no meu ex, nos meus filhos, nos meus cachorros, na falta de tempo, no universo. Eu trouxe a responsabilidade dos meus desafios para mim e para as minhas escolhas.</p>
<p>Mudou que eu perdoei o meu ex pelo erros dele e, principalmente, me perdoei pelos meus. Foi libertador!</p>
<p>Mudou que toda vez que eu reclamava de alguma coisa eu procurava duas para agradecer! Engraçado que hoje eu quase não reclamo mais!</p>
<p>Mudou que eu parei de me importar se meu ex tinha tempo para ele, tranquilidade, noites inteiras de sono, academia todo dia, café da manhã com tempo, liberdade, etc. O que ele tem não vai mudar em nada o que eu tenho!</p>
<p>Ao invés de gastar energia com ele, decidi gastar minha energia comigo! E com o que eu podia fazer para melhorar minha rotina. Aí tudo foi fazendo mais sentido. Eu fui me reencontrando, me reprogrAMANDO!</p>
<p>Faz sentido para você? Espero que te ajude, que faça você se sentir mais leve!</p>
<p>Beijo e até a próxima!</p>
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		<title>Estudar pra que?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2021 03:47:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Mamãe, estudar para quê?” Certo dia, brincando de escolinha comigo, a Alice me fez essa pergunta. Confesso que a primeira resposta que me veio em mente foi essa: “Olha, minha filha, estudar é importante para podermos escolher uma profissão quando nos tornamos adultos”. Acredito que respostas semelhantes também venham à tona quando a maioria das&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p2">“Mamãe, estudar para quê?” Certo dia, brincando de escolinha comigo, a Alice me fez essa pergunta. Confesso que a primeira resposta que me veio em mente foi essa: “Olha, minha filha, estudar é importante para podermos escolher uma profissão quando nos tornamos adultos”. Acredito que respostas semelhantes também venham à tona quando a maioria das pessoas são questionadas nesse sentido. Mas será mesmo que a questão central do estudo deve ser a carreira profissional?</p>
<p class="p2">As pesquisas mostram que a sociedade nunca foi tão ansiosa quanto atualmente. Nesse sentido, a ansiedade está relacionada à preocupação com aquilo que pode ou não vir a ocorrer em um dado momento. Não é novidade nenhuma dizer que a maioria das pessoas vive o presente planejando o futuro. A questão é que, muitas vezes, algumas pessoas nem sequer vivem o presente. Apenas “existem” nele.</p>
<p class="p2">Já dizia o provérbio chinês: “Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje”. Não sou hipócrita e nem maluca de dizer que viver de forma planejada não seja importante. Logo eu, tão ansiosa e tão preocupada com o que ainda nem aconteceu (ou provavelmente nem vai). Logo eu, que vivo plantando sementes já pensando na colheita. Contudo, venho me questionando bastante sobre até que ponto seria interessante (e saudável) viver dessa forma.</p>
<p class="p2">“Estudar para tirar boas notas, tirar boas notas para passar no vestibular, passar no vestibular para ter um bom emprego, ter um bom emprego para ter estabilidade, ter&#8230;” A lista é infinita. Estamos sempre em busca de algo que, por sua vez, nos levará à alguma outra coisa. E é aí está o ponto central do meu questionamento: haveria outra forma de viver o presente sem deixar o futuro de lado? Demorou (e muito), mas percebi que é possível.</p>
<p class="p2">Segundo o dicionário, estudar é o ato de “adquirir habilidade e/ou conhecimento”. Para mim, viciada em aprender coisas novas, nada é mais motivador do que descobrir como as coisas surgiram, como funcionam, porque são assim, como podem melhorar. No meu caso, como professora, ver o brilho nos olhos de quem aprende algo novo não tem preço.</p>
<p class="p1">Já dizia Einstein que “a mente que se abre a uma nova ideia jamais retornará ao seu tamanho original”. O conhecimento é transformador e libertador. É algo capaz de destruir barreiras e construir pontes. É algo prazeroso, poderoso e que ninguém tira da gente. Hoje, quando a Alice me pergunta porque as pessoas precisam estudar, minha resposta é essa: porque é muito divertido aprender coisas novas!</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone  wp-image-14356" src="https://www.portalmommys.com.br/wp-content/uploads/2020/11/assinatura-anaclaudia-38-300x96.png" alt="" width="613" height="196"></p>
<p><em><span style="color: #999999;">Foto: banco de imagem</span></em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>E a sua autoestima, como está?</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2020/12/14/e-a-sua-autoestima-como-esta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2020 17:39:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Fernanda Taveira (@reprogr._.amar) O que é Estima? Sentimento de carinho ou de apreço em relação a alguém ou algo; afeição, afeto. Admiração e respeito que se sente por alguém, advindos do reconhecimento de seu valor. Agora viramos para a gente e o que temos? Sim, a autoestima! Achei que eu tivesse a autoestima lá&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://portalmommys.com.br/2020/12/14/e-a-sua-autoestima-como-esta/">E a sua autoestima, como está?</a> apareceu primeiro em <a href="https://portalmommys.com.br">Portal Mommys</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #800080;"><em>Por Fernanda Taveira (@reprogr._.amar)</em></span></strong></p>
<blockquote><p>O que é Estima? Sentimento de carinho ou de apreço em relação a alguém ou algo; afeição, afeto. Admiração e respeito que se sente por alguém, advindos do reconhecimento de seu valor.</p></blockquote>
<p>Agora viramos para a gente e o que temos? Sim, a <strong>autoestima</strong>!</p>
<p>Achei que eu tivesse a autoestima lá em cima, afinal de contas, eu sempre me achei muito bonita!</p>
<p>Mas quem disse que uma coisa tem a ver com a outra?</p>
<p>As mulheres que eu mais admiro (e tenho apreço) não estão nessa posição pela sua beleza. Elas podem sim ser lindas&#8230; Mas a minha admiração não vem por isso!</p>
<p>Eu percebi que eu fazia questão de me sentir bonita e de ser reconhecida como bonita, pois dessa forma eu não precisava olhar para o que “faltava” em mim.</p>
<p>Sempre fui boazinha, quis agradar todo mundo&#8230; Aquela amiga do “tanto faz”, “você escolhe”. Eu não sabia falar não, porque eu tinha medo do não, tinha medo da rejeição!</p>
<p>E sabe quando eu aprendi que não adiantava nada falar sim para tudo? Quando mesmo sendo MUITO boazinha eu fui rejeitada!</p>
<p>Tive que levar um não da pessoa que naquele momento era a mais importante da minha vida, junto com meus filhos, para entender que não se tratava da minha beleza, ou dos meus valores, ou de ser boazinha. Eu entendi, naquele momento, que eu tinha que olhar para mim, me conhecer, me aceitar, me amar.</p>
<p>E eu me sinto melhor comigo hoje? Muito melhor! Eu me vejo com olhos de amor? Na maioria das vezes. E minha autoestima, como está? Está em Reprogramação. E dividir tudo isso com vocês está sendo essencial!!</p>
<p>E a sua autoestima, como está? Como você se sente com relação a você?</p>
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		<title>Não somos mães de comercial de margarina. Somos melhores: somos reais!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiana Cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2020 17:40:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“&#8230;você tem tanta paciência com a Alice!”. Foi a frase que salvou meu dia. Para entender melhor a razão disso, vamos voltar um pouco ao início da manhã de hoje. Confesso que acordei mais ansiosa do que de costume. Uma preocupação exacerbada com coisas que, definitivamente, não estão ao meu alcance foi tomando conta de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“&#8230;você tem tanta paciência com a Alice!”. Foi a frase que salvou meu dia. Para entender melhor a razão disso, vamos voltar um pouco ao início da manhã de hoje. Confesso que acordei mais ansiosa do que de costume. Uma preocupação exacerbada com coisas que, definitivamente, não estão ao meu alcance foi tomando conta de mim. Os pensamentos estavam tão acelerados que não me deixavam fazer aquilo que eu precisava.</p>
<p>Geralmente, costumo acordar antes da Alice, tomar meu café da manhã tranquilamente, ler um livro e fazer algumas coisas da casa. Hoje, a falta de foco era tanta que nem as últimas páginas do livro consegui ler. Sentei no sofá e fiquei olhando para o nada, quando escutei um doce “Mamãããe!!!”. Era a Alice acordando toda bem humorada e disposta a brincar. Se fosse outro dia, eu já iria me jogar na cama dela, enchê-la de beijos e começar alguma brincadeira despretensiosa. Hoje não, eu só queria um abraço bem apertado e um beijo bem demorado.</p>
<p>Ao longo do dia, fui notando que a minha paciência e disposição para brincar foram se esgotando. Com isso, a Alice também foi ficando desconcertada, me chamando ainda mais e fazendo de tudo pela minha atenção. Até que chegou um momento, do qual não me orgulho, que disse o seguinte: “Alice, a mamãe não aguenta brincar o dia todo sem parar, eu também quero fazer coisas de adulto!”. Não houve gritos, mas, definitivamente, não houve o carinho e o respeito que ela merece. Me senti a pior mãe do mundo por falar com minha pequena de forma tão injusta.</p>
<p>Corri para o chuveiro, deixando a porta semiaberta caso ela precisasse de mim. A água que caía dele ia misturando-se com aquela que saía dos meus olhos. Me senti fraca e impotente por não ter lidado melhor com aquela situação. Por ser a “adulta” da relação, deveria ter me esforçado mais para agir de forma madura e emocionalmente inteligente. Hoje, não consegui. E me doeu muito. O que restava fazer era pedir perdão para a Alice e, de alguma forma, tentar explicar o ocorrido.</p>
<p>Após termos nos reconectado e abraçado fortemente, lembrei-me de uma consulta dermatológica que deveria ocorrer na parte da tarde. Por sorte, o agendamento já havia sido feito há alguns dias. Caso contrário, minha vontade era de deitar e ficar com o rosto coberto o dia todo. Lá fomos nós. A Alice ficou bem tranquila durante a consulta. Eu também já estava bem melhor. Depois de conversar bastante com a médica, muito querida por sinal, ela me disse o seguinte: “Nossa, fico impressionada como você tem carinho e paciência com a Alice! Você é uma excelente mãe!”.</p>
<p>De repente, me veio em mente como nosso dia-a-dia é, como dou o melhor do meu melhor para que a Alice cresça saudável, bem cuidada, feliz e amada. Foi aí que percebi que um dia (ou outro) mais nebuloso não é capaz de ofuscar uma vida ensolarada e colorida. Dias nublados servem para nos lembrar que somos vulneráveis, imperfeitos e estamos em constante aprendizado. Não somos mães de comercial de margarina. Somos melhores; somos reais!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-14356" src="https://www.portalmommys.com.br/wp-content/uploads/2020/11/assinatura-anaclaudia-38-300x96.png" alt="" width="706" height="226" /></p>
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		<title>A dor da amamentação não-exclusiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 22:45:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu no Mommys]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiros Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação não exclusiva]]></category>
		<category><![CDATA[dificuldade na amamentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um velho ditado que diz: &#8220;a culpa nasce junto com a mãe&#8221;&#8230;. Segunda filha. Me preparei duplamente, parto natural na água tão sonhado e conquistado e agora vêm a parte difícil novamente: a amamentação. Eu não venho aqui exaltar o uso de fórmula ou mamadeira, e cordialmente dispenso cada pergunta ou comentário maldoso, para&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um velho ditado que diz: &#8220;a culpa nasce junto com a mãe&#8221;&#8230;.</p>
<p>Segunda filha. Me preparei duplamente, parto natural na água tão sonhado e conquistado e agora vêm a parte difícil novamente: a amamentação.</p>
<p>Eu não venho aqui exaltar o uso de fórmula ou mamadeira, e cordialmente dispenso cada pergunta ou comentário maldoso, para evitar que toquem nesta minha ferida. Muito longe disso, eu venho desabafar mesmo, se me permitem, e ao mesmo tempo trazer identificação e acolhimento a tantas mães que neste mesmo momento amamentam seus filhos escondidas, por vergonha, por culpa, ou até mesmo por dor.</p>
<p>Cada um sabe o trajeto percorrido&#8230; Por aqui, no primeiro filho, eu percorri todos os possíveis e passei do limite, reconheço. Ao ponto de, gradativamente, vê-lo perder peso, tudo buscando a amamentação exclusiva. Dói a mim, dói ao pai, rever fotos dele tão magro. Mas &#8220;menina é diferente, mama menos e tudo vai dar certo&#8221;, seguia eu com o mantra.</p>
<p>Não comprei mamadeira, li muito mais sobre, assisti vídeos e reservei uma grana para contratar uma consultora de amamentação. Pega correta (conferida por muitas profissionais), leite saindo, mamãe por conta, nada de complementar, bebê mamando, mamando, mamando&#8230; E, não engordava.</p>
<p>Novamente a história se repetia, segui as orientações e a bebê crescia e não engordava. E, quando engordava, era muuuito pouco.</p>
<p>Olhei para aquele rostinho e corpinho, magros, pele seca, fraldas secas e tudo mais que eu já havia visto antes. Não era novidade, me restava parar no limite dessa vez e me render a minha derrota pessoal. Eu não consegui amamentar exclusivo!!! A tristeza tomou conta novamente, a culpa de não dar 100% o melhor à minha filha, que é de modo inquestionável o leite materno.</p>
<p>A decisão dolorida de complementar, na mamadeira mesmo, pois como relatei antes, as possibilidades já haviam sido tentadas.</p>
<p>Eu nunca achei que dar mamadeira fosse o caminho mais fácil. Odeio lavar e esterilizar mamadeira, sei o peso no orçamento mensal do custo de uma fórmula e confesso, morro de vergonha de dar a mamadeira em público e ainda ter de responder as perguntas ou comentários acerca.</p>
<p>Dói&#8230;</p>
<p>Mais uma vez me vi afastar de pessoas e grupos favoráveis à amamentação por vergonha.</p>
<p>Queria eu ser a mãe perfeita, poder amamentar exclusivo, somente acalentar e ofertar no meu peito o melhor à minha filha. Mas por hora, sou a melhor mãe do mundo segundo as palavras do meu filho de 7 anos, e sigo na vergonha e derrota pessoal da complementação.</p>
<p>Dói&#8230;</p>
<p>Porém, dou graças a Deus pelos que não julgam, respeitam. Por Deus me honrar em ter condições de proporcionar a fórmula e, principalmente, ver minha filha saudável.</p>
<p>Decidi fazer esse desabafo como forma de me libertar desse &#8220;peso&#8221;, e começar a partir daqui a aceitar a nossa história que veio com umas mamadeiras de acessório.</p>
<p>Antes de julgar uma mãe que oferta uma mamadeira, a acolha! Ou, no mínimo, a respeite, pois por trás desse &#8220;acessório&#8221; pode ter muita dor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-14064" src="https://www.portalmommys.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Assinatura-Andreza-Lopes-300x96.jpeg" alt="" width="688" height="220"></p>
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		<title>Você já parou pra pensar ou percebeu que usa expressões racistas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2020 04:04:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Maternagem Política]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[expressoes racistas]]></category>
		<category><![CDATA[racismo estrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo após começar a estudar sobre racismo, percebi o quanto é normalizado e o quanto nós utilizamos expressões racistas no nosso dia a dia, muitas vezes sem nem notar, afinal, crescemos ouvindo tais expressões. Então vamos juntas aprender e fazer a diferença? Quando expressões como “mulata” ou “a coisa tá preta” se tornam naturais, é&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo após começar a estudar sobre racismo, percebi o quanto é normalizado e o quanto nós utilizamos expressões racistas no nosso dia a dia, muitas vezes sem nem notar, afinal, crescemos ouvindo tais expressões.</p>
<p>Então vamos juntas aprender e fazer a diferença?</p>
<p>Quando expressões como “mulata” ou “a coisa tá preta” se tornam naturais, é indício do quanto a opressão e o preconceito estão incorporados à visão de mundo das pessoas. Entre sutilezas, brincadeiras e aparentes elogios, a violência simbólica se amplia quando expressões como estas são repetidas:</p>
<ul>
<li><strong>“Cor de pele”:</strong><br />
Aprende-se desde criança que “cor de pele” é aquele lápis meio rosado, meio bege. Mas é evidente que o tom não representa a pele de todas as pessoas, principalmente em um país como o Brasil. Então vamos ensinar às nossas crianças todos os tons de cor de pele.</li>
<li><strong>“Doméstica”:</strong><br />
Negros eram tratados como animais rebeldes e que precisavam de “corretivos&#8221; para serem “domesticados”. (Confesso que esse me deixou assustada, nunca imaginei. Mas se pararmos pra pensar essa palavra é realmente muito dura).</li>
<li><strong>“Meia tigela”:</strong><br />
Os negros que trabalhavam à força nas minas de ouro nem sempre conseguiam alcançar suas “metas”. Quando isso acontecia, recebiam como punição apenas metade da tigela de comida e ganhavam o apelido de “meia tigela”, que hoje significa algo sem valor e medíocre.</li>
<li><strong>“Mulata”:</strong><br />
Na língua espanhola, referia-se ao filhote macho do cruzamento de cavalo com jumenta ou de jumento com égua. A enorme carga pejorativa é ainda maior quando se diz <strong>“mulata tipo exportação”</strong>, reiterando a visão do corpo da mulher negra como mercadoria. A palavra remete à ideia de sedução, sensualidade (a mulher negra é associada a sensualidade).</li>
<li><strong>“Moreno(a)”:</strong><br />
Racistas acreditam que chamar alguém de negro é ofensivo. Falar de outra forma, como “morena” ou “mulata”, embranquecendo a pessoa, “amenizaria” o “incômodo (esse acredito que o mais comum, mesmo sendo negra sempre ouvi tais &#8220;elogios&#8221;. Lembro-me de uma vez ,que um <em>crush</em> me chamava de pretinha, e todos achavam um absurdo ele se referir a mim dessa forma).</li>
<li><strong>&#8220;Negro(a) de traços finos”:</strong><br />
A mesma lógica do clareamento se aplica à “beleza exótica”, tratando o que está fora da estética branca e europeia como incomum. (&#8220;Ahhh, mas você não é tão negra assim&#8221;).</li>
<li><strong>“Cabelo ruim”:</strong><br />
Fios “rebeldes”, “cabelo duro”, “carapinha”, “mafuá”, “piaçava” e outros tantos derivados depreciam o cabelo afro. Por vários séculos, causaram a negação do próprio corpo e a baixa autoestima entre as mulheres negras sem o “desejado” cabelo liso. Nem é preciso dizer o quanto as indústrias de cosméticos, muitas originárias de países europeus, se beneficiaram do padrão de beleza que excluía os negros.<br />
Ah&#8230; Se vocês soubessem como é difícil se ver bonita. O quanto era sofrido alisar o cabelo, viver com o couro cabeludo queimado. O cheiro forte das químicas. O cabelo constantemente molhado e trazendo com isso tantos outros problemas. Depois de 26 anos, com meus cabelos soltando literalmente nas mãos, decidi me alforriar desse sofrimento!</li>
<li><strong>&#8220;Não sou tuas negas”:</strong><br />
A mulher negra como “qualquer uma” ou “de todo mundo” indica a forma como a sociedade a percebe: alguém com quem se pode fazer tudo (escravas negras eram, literalmente, propriedade dos homens brancos e utilizadas para satisfazer desejos sexuais em um tempo no qual assédios e estupros eram ainda mais recorrentes. Portanto, além de profundamente racista, o termo é carregado de machismo).</li>
<li><strong>“Denegrir”:</strong><br />
Sinônimo de difamar. Possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo, “manchando” uma reputação antes “limpa”.</li>
<li><strong>“A coisa tá preta”:</strong><br />
A fala racista se reflete na associação entre “preto” e uma situação desconfortável, desagradável, difícil, perigosa.</li>
<li><strong>“Serviço de preto”:</strong><br />
Mais uma vez a palavra &#8220;preto&#8221; aparece como algo ruim. Desta vez, representa uma tarefa mal feita, realizada de forma errada, em uma associação racista ao trabalho que seria realizado pelo negro.</li>
<li><strong>Inveja branca”:</strong><br />
A ideia do branco como algo positivo é impregnada na expressão que reforça, ao mesmo tempo, a associação entre preto e comportamentos negativos.</li>
</ul>
<p>Existem, ainda, aquelas expressões que são utilizadas com tanta naturalidade que muita gente sequer percebe a conotação negativa que tem para o negro. Por exemplo: “mercado negro”, “magia negra”, “lista negra” e “ovelha negra”, dentre outras inúmeras expressões, em que a palavra ‘negro’ representa algo pejorativo, prejudicial, ilegal.</p>
<p>E o que podemos fazer pra mudar isso? Nos policiar. Não ensinar aos nossos filhos tais expressões.</p>
<p>Sei que muitos fazem sem nem entender o significado, mas o conhecimento liberta. Salva! Acredito que a mudança vem de dentro de casa. Portanto, seja uma pessoa anti-racista. Ensine seus filhos a o serem. Salvem vidas&#8230;</p>
<p>E você mamãe de uma criança negra, ensine-a a ter auto-estima e se reconhecer bela.</p>
<p>Se criarmos crianças conscientes, teremos adultos saudáveis. E se cada um fizer a sua parte, o amanhã do meu filho pode ser diferente do hoje em que vivemos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-14050" src="https://www.portalmommys.com.br/wp-content/uploads/2020/07/assinatura-marcela-38-300x96.png" alt="" width="697" height="223"></p>
<p><span style="color: #999999;"><em>Imagem: Banco de imagem</em></span></p>
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