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	<title>Carol Barreto, Autor em Portal Mommys</title>
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	<title>Carol Barreto, Autor em Portal Mommys</title>
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		<title>Conto de fada repaginado:  Chapeuzinho Vermelho para todas as idades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2022 14:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça um pouco mais sobre 4 releituras brasileiras do clássico conto infantil Por&#160;Carol Barreto A história das narrativas populares que vieram a se tornar, o que hoje conhecemos, como contos de fadas é complexa e intrigante. Ao longo dos séculos, relatos folclóricos, mitos, adágios e lendas populares foram sendo transmitidos oralmente de geração a geração,&#8230;</p>
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<p style="text-align:center">Conheça um pouco mais sobre 4 releituras brasileiras do clássico conto infantil </p>



<p style="text-align:center"> Por&nbsp;<a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a></p>



<p>A história das narrativas populares que vieram a se tornar, o que hoje conhecemos, como contos de fadas é complexa e intrigante. Ao longo dos séculos, relatos folclóricos, mitos, adágios e lendas populares foram sendo transmitidos oralmente de geração a geração, sofrendo sensíveis modificações, e foram transpostos para a linguagem escrita há pouco mais de três séculos, constituindo o que hoje consideramos a literatura infantil “clássica”.</p>



<p>É o caso de Chapeuzinho Vermelho. Revisitado incansavelmente pela literatura, teatro, cinema, música; nas versões originais, transmitidas oralmente por camponeses medievais, havia vários elementos grotescos, sombrios, sensuais e até mesmo obscenos que acabaram sendo retirados por narradores posteriores. A primeira menção documental que se tem notícia do clássico conto infantil remonta ao século XI, a uma obra chamada <em>Fecunda Ratis</em>, escrita em latim, e que conta a história de uma menina de capuz vermelho em convergência com a presença de lobos.</p>



<p>Mas a primeira versão escrita que, de fato, chegou aos nossos tempos é a do francês Charles Perrault, de 1697. Na narrativa recontada por Perrault, uma bela menina – “a mais linda que se podia imaginar” – tinha um chapéu vermelho que lhe caía tão bem que todos a chamavam de Chapeuzinho Vermelho. Certa vez, foi visitar sua avó que estava doente, levando um bolo e um pote de manteiga. No caminho, encontra um lobo, que lhe pergunta aonde vai e o que leva. A “pobre criança” conta todos os detalhes, e o lobo se apressa para chegar logo à casa da avó enquanto Chapeuzinho se distrai colhendo flores. O animal finge ser a neta da senhora, invade a casa e a engole. Finalmente, a menina chega e transcorre o já conhecido diálogo que se finaliza com a menina despindo-se, deitando-se na cama e sendo “devorada” pelo lobo. Diferentemente da versão mais difundida, essa não tem um final feliz. O conto termina com um pequeno poema de 15 versos que constitui a moral da história, que censura as crianças – especialmente as belas meninas – a falar com qualquer pessoa estranha, terminando por dizer que os “lobos” sedutores são, de todos, os mais perigosos. A intenção da história de alertar as meninas contra a sedução amorosa fica bem clara na leitura da moral, que resume o conto.</p>



<p>Pouco mais de um século depois, os irmãos Grimm, já intencionados em transformar aqueles contos populares mais acessíveis ao entendimento e divertimento infantil, propõem uma versão com um final mais atenuado. Nenhuma diferença significativa pode ser notada até o momento em que se dá o diálogo entre o lobo e a menina. Mas, nessa versão, a menina não se despe, é somente devorada, de fato, pelo lobo. Assim que ele termina a sua “refeição”, deita-se para dormir, e o som de seu ronco atrai um caçador que já procurava pelo lobo há muito tempo. O homem corta-lhe a barriga, retira as duas sobreviventes e enche-lhe o estômago de grandes pedras, que fazem-no morrer. O conto termina com uma reflexão de Chapeuzinho: “Você nunca mais na sua vida vai abandonar o caminho e entrar sozinha pela floresta, quando sua mãe tiver proibido de fazer isso”. Sem uma “moral” explícita na história, como no caso da versão francesa, a releitura dos irmãos Grimm abordam prioritariamente a importância da “obediência” da criança, deixando implícito o sentido de alertar as crianças sobre sedução e abuso.</p>



<p>Desde então, multiplicaram-se versões e releituras da história da menina de chapéu vermelho, em todos os cantos do mundo e em todas as épocas. Os contos de fada, além de permitir à criança estabelecer uma correspondência analógica entre o que a estória (re)vela sobre a vida e a natureza humana, possibilita também um despertar da fantasia, ajudando-a a desenvolver seu intelecto e a tornar compreensíveis suas ansiedades, emoções e dificuldades. A história de Chapeuzinho Vermelho se destaca pela sua flexibilidade, já que, apesar de ter sido escrito em condições de produção muito diversa das condições da sociedade contemporânea, mostra-se atual por (re)tratar uma situação relativa aos anseios e dificuldades enfrentadas pela criança, e configura-se como essencialmente moral, tendo por intuito maior a transmissão de valores culturalmente validados pela classe dominante. Por isso continua a ser revisitada por artistas de todas as áreas, criando versões absolutamente distintas e surpreendentes, como veremos nos resumos a seguir. A reinvenção de uma história clássica aguça a percepção das crianças de que o mundo é feito de múltiplos pontos de vista, por isso a importância de apresentarmos, como pais e educadores, novas possibilidades de olhares e leituras.</p>



<p><strong>Chapeuzinho Amarelo, </strong>de Chico Buarque</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/lZqGD1DVkSbgdwE_duilp3etbI09ZiPQ6eF-YVrusuXttemhiYNyZFlWTlgSq6RT9ESPPyfT_Ta_CGlFMrQQPzCLy70PeoU-oTYNx3SLEEmhiwKiQkbE-HzWgto3ij9jcrhdIEsfkKbBvyFCBSJqn1U" alt="" width="595" height="304"/></figure></div>



<p><strong>Sinopse</strong>: Chapeuzinho Amarelo conta a história de uma garotinha amarela de medo. Tinha medo de tudo, até do medo de ter medo. Era tão medrosa que já não se divertia, não brincava, não dormia, não comia. Seu maior receio era encontrar o Lobo, que era capaz de comer “duas avós, um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz e um chapéu de sobremesa”. Ao enfrentar o Lobo e passar a curtir a vida como toda criança, Chapeuzinho nos ensina uma valiosa lição sobre coragem e superação do medo. Já em sua 40º edição, este clássico da literatura infantil brasileira vem encantando gerações e gerações de leitores. O livro de Chico Buarque recebeu, em 1979, o selo de “Altamente Recomendável”, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), e, em 1998, Ziraldo conquistou o Prêmio Jabuti na categoria Ilustração.</p>



<p>Esta obra marcou a minha infância e o mesmo tem feito com minhas filhas. Não tenho ideia de quantas vezes li e reli aqui em casa. De quantas vezes as ouvi relendo e brincando com as palavras. Aliás, a primeira dica valiosíssima: leiam em voz alta. A sonoridade das linhas/versos do Chico quase que se materializam ao lermos em voz alta. Não por acaso, Chico Buarque é atualmente um dos principais representantes da literatura nacional. Foi agraciado recentemente com a premiação mais importante de língua portuguesa, o Prêmio Camões de Literatura, pelo conjunto da obra. Já soma três Prêmios Jabuti e é autor de mais de 20 livros publicados.&nbsp;</p>



<p>Em Chapeuzinho Amarelo, encontramos uma menina que, de tanto ter medo das coisas, já não fazia nada. De todos os medos que ela tinha, havia um que era o maior de todos. Um medo do medo do medo de encontrar um “tal lobo” que ela nem sabia ao certo se existia. Só que ela não fica refém desse perrengue não, alguns momentos de tristeza que passam rapidinho, e muitas rimas fofas depois, a menina recriada por Chico mostra que encarar os desafios de frente, com determinação e persistência, são alguns ingredientes para vencer a batalha contra os medos, sejam fictícios ou bem reais. E o autor brinca lindamente com a linguagem para acentuar que o que causa mais medo é o desconhecido e que ao nos aproximarmos do medo, olhá-lo de frente, mergulhar nas nossas sombras, tomar conhecimento plenamente do que nos aflige, somos capazes de transformá-los e nos transformar juntos. Por meio da transformação das palavras, dos significados que carregam e das ideias e conceitos que transmitem, Chapeuzinho Amarelo muda seu jeito de pensar e passa a viver de uma outra maneira, brincando com as demais crianças, correndo, subindo em árvores e fazendo uma porção de coisas que antes evitava.</p>



<p>Destaco aqui, também, as duas versões das ilustrações da obra: a primeira, publicada em 1979, com ilustrações de Donatella Berlendis, e a segunda, mais recente e conhecida, com ilustrações de Ziraldo. O curioso ao observarmos as duas edições é a contribuição que cada ilustrador dá ao texto (observação extensiva ao projeto gráfico e à diagramação). Pessoalmente tenho a impressão de que a edição ilustrada por Ziraldo procura a concretização da palavra por meio da imagem, exemplificando com formas e cores as construções e brincadeiras que o texto propõe com as palavras. Já a edição de Berlendis prioriza a palavra escrita e valoriza o branco das páginas, sugerindo o silêncio como um mergulho numa certa introspecção presente também no texto, que sugere,&nbsp; entre outras leituras possíveis, que a reflexão leva ao amadurecimento da menina. As imagens&nbsp; da edição de 1979, bem mais esparsas se comparadas à edição de Ziraldo, buscam mais sugerir do que explicitar as ideias contidas no texto. Quem ficar curioso e quiser conhecer a primeira versão, ainda conseguimos encontrar alguns exemplares em sebos, como <a href="https://www.estantevirtual.com.br/nihkids-book/chico-buarque-chapeuzinho-amarelo-3191272672?show_suggestion=0">nesse link aqui</a> ou <a href="https://www.estantevirtual.com.br/sebo-da-lili/chico-buarque-chapeuzinho-amarelo-3255252265?show_suggestion=0">nesse aqui</a>.&nbsp;<br></p>



<p><strong>Chapeuzinho Vermelho e o Boto Cor de Rosa</strong>, de Cristina Agostinho e Ronaldo Simões Coelho</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/d2b0Abgiy8mLZQhn8Jd_ztZJODWSxahG4mhAWiIlhD7BIeeiZ5ZIkVFv7eNucE5tjeumUdjkAyiKaFvXGu3tU2tvJCkR7ulkiDjiE4Dxn97FfMprorjNuEMnOnXZyKBPZrkGoudN-CSaeFzNQA78Yg" alt="" width="577" height="346"/></figure></div>



<p><strong>Sinopse</strong>: Como a magia dos clássicos não tem fronteiras, nos sonhos de meninas e meninos brasileiros os personagens têm suas feições e habitam o cotidiano. Foi assim com Chapeuzinho Vermelho, menina que morava com a mãe numa aldeia de casas flutuantes, às margens do rio Negro, na Amazônia. Ao levar uma cesta com tacacá e frutas da região para a avó doente, Chapeuzinho conversa com um boto-cor-de-rosa, fica distraída com as belezas da floresta e tem uma grande surpresa quando chega no seu destino.</p>



<p>A história clássica recontada por Cristina Agostinho e Ronaldo Simões Coelho, dois grandes escritores da literatura infantil nacional, ganha ambientação, feições, linguagem e costumes bem brasileiros nessa obra tão importante. A história se passa na região norte do país, às margens do rio Negro. A menina ganha uma capa vermelha para se proteger da chuva. Chapeuzinho é descrita como uma menina negra, linda, alegre, esperta e generosa. Ao visitar a avó, com quem ela mantém estreitos laços afetivos, leva na cesta elementos típicos da região onde vive, alguns de origem indígena, como tacacá, tucumã, abiu e camu-camu. A fera, dessa vez, é o boto-cor-de-rosa que, em nosso folclore, leva as crianças para o fundo do rio. Aqui, após o ataque da fera, a menina é salva por um pescador.&nbsp;</p>



<p>São tantos elementos tipicamente nacionais estruturantes dessa narrativa, que a obra, lançada em 2020, consegue se apropriar da história clássica com muita originalidade. A roupagem brasileira, além de conferir proximidade, exerce um papel fundamental de representatividade em várias frentes: desde explorar peculiaridades da região norte, pouco conhecidas no sul e sudeste (regiões economicamente dominantes do país), e, principalmente, ao representar uma “princesa clássica” com feições tipicamente brasileira: negra, alegre, feliz. A historiadora, professora, digital influencer e ativista Luana Tolentino, destaca, também, a qualidade das ilustrações e sua capacidade de gerar empatia na representatividade. “Em diversos momentos, Chapeuzinho Vermelho aparece sorrindo, rodeada pelos animais da floresta e acolhida pela mãe. Não basta que os livros infantis tenham crianças negras em suas páginas. É necessário que as imagens e as histórias estejam alinhadas com a construção de identidades positivas, como também com a afirmação de referenciais de beleza que contemplem a pluralidade étnico-racial existente no país”, afirma Luana.<br></p>



<p><strong>Sob a capa vermelha</strong>, de Mariana Vitória</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/4m-DX_7_zcBuK9uP8ujH15IGo8mELv_X4izTG6vv4Lrbd4mku3fjG32beJH-LI5JxMPeXpYODKDXLIolMz17IXRTcSdgAwCRVYSwn2RCN-4NTV8RnWHex-umJm8KRBDQNJZluX0hDSUxIxz2UX4" alt=""/></figure></div>



<p><strong>Sinopse</strong>: Vencedor de concurso da Editora Record, <em>Sob a capa vermelha</em> traz uma jornada sombria inspirada em Chapeuzinho Vermelho: Norina sempre temeu os Indomados, mesmo nunca tendo visto um deles. Criada em um casebre por toda sua vida, a garota os imaginava como monstros, tomados por sua besta interior e abandonados pelos Doze Deuses. Até o dia que sua mãe adotiva, Ros, conta à menina que ela é um deles e que a garota precisa continuar escondida. Viira, a Rainha imortal e filha dos Doze Deuses, tem outros planos para Norina e a envolve em uma trama para conquistar Gizamyr, reino dos homens-lobo. Com a mãe em uma masmorra, Norina não tem outra escolha a não ser embarcar para o país inimigo, com a capa vermelha da falecida princesa Mirah, esperando que o plano elaborado pela Rainha funcione. A garota então precisa atravessar um mundo que ela achou que nunca veria, onde aqueles como ela são odiados e mortos todos os dias. Entre ser tratada como escória pelos cavaleiros de Viira e interpretar uma princesa em um delicado jogo diplomático, Norina vai descobrir que abraçar a si mesma pode não ser a escolha mais fácil, mas algumas vezes é a única possível.</p>



<p>	A releitura do clássico da literatura infantil, aqui, aparece sob o gênero &#8216;young adults&#8217; &#8211; ou jovens adultos, intencionalmente construído para atrair um público jovem/adolescente. O livro é uma fantasia épica repleta de intrigas, aventuras, traição e romance. A chapeuzinho vermelho Norina é uma garota adolescente que passou toda sua vida presa dentro de casa, sempre amparada pela mãe que a criou e que nunca a deixou sair e ver as pessoas, mas principalmente ser vista, por ela ser uma Indomada, alguém que carrega um lobo dentro de si.&nbsp; Após o sumiço da mãe, ela é compelida a embarcar numa incrível jornada para tentar salvá-la. Um prato cheio para os fãs de obras ao estilo da trilogia &#8220;A rainha vermelha&#8221;, que tem arrebatado legiões de fãs jovens. &#8216;Sob a Capa Vermelha&#8217; se passa num reino fictício, numa época que se assemelha à nossa era medieval. No livro, as personagens trazem temas contemporâneos, como diversidade, imposição religiosa, intolerância, desigualdade social, machismo. Utilizando de recursos atuais na composição da narrativa, a jovem escritora Mariana Vitória consegue prender a atenção do leitor do início ao fim, seja pelas peculiaridades da trama fantasiosa tão bem arquiteta, seja no plot twist que faz os adolescentes delirarem esperando pelo próximo livro.&nbsp;<br></p>



<p><strong>Fita verde no cabelo (nova velha história)</strong>, de João Guimarães Rosa</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/4MGi83BF7LTVEChhG273ZedlxiQJyV3EEKTeSu7VsQrqnmgjhE8fkICtVfH7zumPZpr1MmBr6J4jSrbxpg3zY9qoZFBNWzcHoCxE6xfcuDfOzqObmMAeMgmpZ9eIqTv3JiBrV3nPW6qpIONxZJPk_RE" alt="" width="583" height="331"/></figure></div>



<p><strong>Sinopse</strong>: O conto <em>Fita verde no cabelo – Nova Velha História</em> foi originalmente publicado em 1967, no livro Ave Palavra, de João Guimarães Rosa, um dos maiores escritores brasileiros. Em 1988 a Editora Nova Fronteira lançou uma edição do conto destinada ao público infantojuvenil, com ilustrações do premiado Roger Mello. Como o próprio título indica, trata-se de uma nova versão para uma velha e conhecida história – “Chapeuzinho Vermelho”. Em verdadeira reinvenção do enredo e da linguagem – marca característica desse grande autor – <em>Fita verde no cabelo</em> apresenta uma Chapeuzinho Vermelho menos inocente e infantil, mas igualmente “sem juízo”, o que é belamente representado nas ilustrações em preto e branco, com preciosos detalhes em verde, de Roger Mello. O lobo se faz presente pela ausência e a morte da avó é definitiva para a menina, como se essa “fosse ter juízo pela primeira vez”. Mantendo aspectos do conto original, como o famoso diálogo entre Chapeuzinho e o lobo (aqui transferido para a avó), Guimarães Rosa imprime seu estilo à tradicional narrativa, modificando espaço, tempo, densidade dos personagens e sobretudo a linguagem.</p>



<p>	Essa indicação de releituras nacionais de Chapeuzinho Vermelho jamais poderia deixar de fora o conto de Guimarães Rosa. Guimarães não foi apenas o autor que expandiu o sertão para caber nele o homem universal. Se em seus contos e romances a paisagem sertaneja e a linguagem em mutação servem de palco e fala para os dramas humanos, ele também soube aproveitar ideias e repagina-las. É o que sugere o conto <em>Fita verde no cabelo</em>, sendo uma história de evocação de Chapeuzinho Vermelho, mas com uma inversão e subversão, como se, ao mesmo tempo, fosse a mesma, mas fosse outra. Mais humana, mais consciente, mais triste. Talvez muito mais “adulta” do que as clássicas e contemporâneas versões infantis. E o estilo rosiano, por certo, cria lances de linguagem que fornecem ao leitor novos jogos e surpresas.&nbsp;</p>



<p>Nessa história, Guimarães Rosa traz o leitor para o terreno concreto da avó idosa, para quem o tempo se está findando e já está triste com a despedida. Na narrativa os braços, os lábios, os olhos aparecem na remontagem do diálogo porque, na avó, eles estão perdendo a força e a vida. É aí que acontece a grande transformação do conto. A menina, que inventou uma fita verde para enfeitar o cabelo como que para marcar certa inocência, diante da avó que morre, não pode mais ignorar a existência das tristezas do mundo, nem se isolar na própria bolha de alegrias inocentes. O mundo se impõe, e mesmo que ela ainda faça uma última tentativa, dizendo ter medo do “Lobo”, isto é, do desconhecido e daquilo que aterroriza, o lobo não mais existe (pois os lenhadores o mataram). Mas há outras coisas, como o tempo, que, simbolicamente, também devora a todos. E isso se revela à menina, que não pode mais trancar-se em seu ambiente infantil. Por certo que Guimarães Rosa não pressupunha, com esse conto, destruir infâncias. Antes, como função central da literatura, ele parece querer acrescentar outros sentidos para ampliar a visão de mundo dos seus leitores. Não se pode viver restrito à inocência infantil, pois o mundo tem lados cruéis, e se deve enfrentá-los. Mas também se pode celebrar a infância que persiste em todos. O que se precisa é equilibrar.&nbsp;</p>



<p>Quem quiser ler o conto &#8211; não deixe de fazê-lo em voz alta -, está <a href="https://rodrigogurgel.com.br/wp-content/uploads/2016/10/Fita-Verde-no-Cabelo-%E2%80%94-G.-Rosa.pdf">disponível aqui</a>.&nbsp;<br></p>
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		<title>5 questões para entender a implantação do Novo Ensino Médio</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2022/04/26/5-questoes-para-entender-a-implantacao-do-novo-ensino-medio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2022 14:16:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acompanhamento Pedagógico]]></category>
		<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carol Barreto A partir de 2022, os estados brasileiros começaram oficialmente a implantação do Novo Ensino Médio, que já vinha sendo feito há alguns anos em algumas escolas e redes de ensino do país. Mas você sabe quais são as mudanças? Como a implantação do novo modelo vai impactar a vida escolar dos nossos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:center"> Por <a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a></p>



<p>A partir de 2022, os estados brasileiros começaram oficialmente a implantação do Novo Ensino Médio, que já vinha sendo feito há alguns anos em algumas escolas e redes de ensino do país. Mas você sabe quais são as mudanças? Como a implantação do novo modelo vai impactar a vida escolar dos nossos filhos?<br></p>



<p>Resumimos aqui os 5 pontos principais para que se possa entender do que se trata essa proposta.<br></p>



<p><strong>1. Como surgiu o projeto e qual o prazo para implementá-lo?</strong> </p>



<p>O projeto do Novo Ensino Médio surgiu em 2017 com o claro objetivo de tornar essa etapa da formação mais atraente para os jovens da Geração Z, que têm um perfil bem diferente das gerações anteriores, e, assim, reduzir a evasão, fortalecendo o protagonismo juvenil na medida em que possibilita aos estudantes fazer escolhas e aprofundar seus conhecimentos de acordo com suas aptidões.  De acordo com a proposta do projeto, as mudanças devem começar a ser adotadas no início do ano letivo de 2022, mas, como o processo acontecerá de forma gradual, ele pode se estender até 2024. Cada escola/rede de ensino poderá determinar o passo a passo para a implementação, então não deixe de buscar informações sobre como será feito na escola do seu filho.<br></p>



<p><strong>2. A carga horária será alterada?</strong></p>



<p>Um dos aspectos que gera mais dúvidas é a carga horária do Novo Ensino Médio. A carga atual desse ciclo deverá ser ampliada de 2.400 horas (800 horas anuais) para, no mínimo, 3.000 horas (1.000 horas anuais). Essa nova carga deve ser distribuída entre os dois tipos de formação oferecidos:</p>



<p>Formação geral — destinada a todos os alunos e deve ter 1.800 horas no máximo;</p>



<p>Formação específica — composta pelos itinerários formativos e precisa ter, pelo menos, 1.200 horas.</p>



<p>O aumento da carga horária será feito gradualmente e cada escola tem autonomia para incluir em seu quadro de horários as horas a mais ao longo do processo de implantação até que se alcance a carga mínima exigida pela lei. Importante conhecer os prazos que a escola estabeleceu para esse aumento gradual para auxiliar na organização dos horários dos filhos.&nbsp;<br></p>



<p><strong>3. O que é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)?</strong></p>



<p>É um conjunto de orientações que foi o norteador da (re)elaboração dos currículos de referência das escolas das redes públicas e privadas de ensino de todo o Brasil. A Base traz os conhecimentos essenciais, as competências, habilidades e as aprendizagens pretendidas para crianças e jovens em cada etapa da educação básica. A função da BNCC é buscar promover a elevação da qualidade do ensino no país por meio de uma referência comum obrigatória para todas as escolas de educação básica. A carga horária da BNCC deve ter até 1800, e será adotada na Formação Geral. A carga horária restante deverá ser destinada aos itinerários formativos, espaço de escolha dos estudantes.</p>



<p><strong>4. Na Formação Geral, como estão divididas as disciplinas?</strong></p>



<p>A BNCC propõe uma nova divisão curricular por áreas do conhecimento &#8211; no lugar dos componentes tradicionais (disciplinas). Biologia, física e química se unem para formar Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Geografia, história, filosofia e sociologia formam as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Artes e Educação Física passam a ser Linguagens e suas Tecnologias. E por último temos a Matemática e suas Tecnologias</p>



<p>Organizar as aprendizagens essenciais por áreas do conhecimento tem por finalidade integrar dois ou mais componentes do currículo. Essa organização não exclui as disciplinas, com suas especificidades e saberes próprios historicamente construídos, mas implica o fortalecimento das relações entre elas e a sua contextualização para apreensão e intervenção na realidade, requerendo trabalho conjugado e cooperativo dos professores no planejamento e na execução dos planos de ensino. Ou seja, cada área do conhecimento tem suas competências e habilidades, mas elas vão ser trabalhadas de acordo com cada disciplina, uma vez que cada docente contribui com um conhecimento e uma abordagem.</p>



<p>A sociedade é interdisciplinar, e a proposta dessa nova abordagem é que as complexidades da realidade precisam ser refletidas no processo de ensino e aprendizagem dessa etapa, com conteúdos que façam sentido para os estudantes. O entendimento é que ao se fragmentar a realidade em disciplinas, dificultamos a compreensão e a capacidade dos alunos de se conectarem com seu contexto. E é fundamental que eles consigam relacionar esses temas com o que vivem no cotidiano.</p>



<p>Na BNCC, as áreas de conhecimento agrupam componentes curriculares que muitas vezes se relacionam. Disciplinas como Biologia e Química, por exemplo, têm diversos pontos em comum, que são tradicionalmente explorados, mas também há possibilidades de integração com outros saberes, como História e Geografia. Uma atividade pedagógica que trabalhe os meios de separação de mistura e destilação, por exemplo, pode explorar desde os processos químicos de um alambique e as formas de plantio da cana-de-açúcar até o impacto dessa indústria na urbanização do Nordeste brasileiro. Dessa maneira promove-se, de fato, um conhecimento que faça sentido para o aluno.</p>



<p>Importante destacar que cabe a cada docente perceber a interface da sua área com as demais, e o desafio da gestão escolar é conduzir a equipe docente no planejamento das estratégias interdisciplinares. Ou seja: os pais devem entender essas mudanças para que cobrem da escola informações e posicionamentos sobre o processo de formação e atualização do corpo docente.</p>



<p><strong>5. O que são os itinerários formativos?</strong></p>



<p>Por ser um conceito novo nas escolas brasileiras, e flexível, o entendimento dessa parte do currículo é um questionamento das maiorias dos pais. Na rede estadual de Minas Gerais, as escolas sairão de 25 aulas semanais para 30, sendo 12 delas relativas aos itinerários formativos. Para cumprir as 1 mil horas, 83% dos estabelecimentos de ensino estaduais optaram por ter um 6º horário e 17% escolheram o contraturno uma vez por semana.</p>



<p>Mas do que se trata exatamente? Os itinerários formativos são o conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho, que os estudantes poderão escolher no ensino médio, para aprofundar e ampliar seus conhecimentos em uma das Área do Conhecimento, em um percurso com começo, meio e fim. O estudante também pode escolher Itinerários voltados à sua Formação Técnica e Profissional ou cursar Itinerários Integrados, que combinam diferentes opções, como duas ou mais Áreas do Conhecimento ou delas com a Formação Técnica e Profissional. As redes de ensino terão autonomia para definir quais itinerários formativos irão ofertar, então as escolhas dos alunos deverão ser pautadas, também, pela oferta da escola na qual ele cursa o Ensino Médio.&nbsp;</p>



<p>Os itinerários deverão ser compostos por, pelo menos, três componentes que são: as trilhas de aprofundamentos nas Áreas do Conhecimento ou na Formação Técnica e Profissional, as Eletivas e o Projeto de Vida.&nbsp;</p>



<p>Aprofundamentos: visam expandir os aprendizados da Formação Geral, aprimorando os potenciais e vocações dos estudantes, para que eles construam sua trajetória com maior tempo dedicado aos conteúdos escolhidos, e que tenham relação direta com seu projeto de vida, personalizando, assim, seu histórico escolar e ganhando um diferencial na sua formação. Por isso, a recomendação é de que os Aprofundamentos tenham duração de, pelo menos, quatro semestres e que tenham carga horária total de, no mínimo, 500 horas.</p>



<p>Eletivas: são componentes de livre escolha dos estudantes que possibilitam experimentar diferentes temas, vivências e aprendizagens, de maneira a diversificar e enriquecer o Itinerário Formativo. O estudante pode cursar Eletivas associadas à mesma Área do Conhecimento ou Formação Técnica e Profissional em que estiver se aprofundando ou optar por diversificar a sua formação, escolhendo Eletivas de temas de seu interesse associados a outras Áreas do Conhecimento.</p>



<p>Projeto de Vida: nesse componente, os estudantes serão preparados para traçarem seu percurso de aprendizagem, com o objetivo primordial de desenvolver a capacidade de fazer escolhas conscientes, planejar o futuro e agir no presente com autonomia e responsabilidade. A recomendação é de que o projeto de vida seja um componente curricular com carga horária de, pelo menos, dois tempos de aula por semana, a ser desenvolvido ao longo dos três anos de Ensino Médio, sendo que o foco do 1º ano seja no autoconhecimento de maneira que o estudante consiga fazer escolhas mais assertivas em relação às Eletivas e, especialmente, aos Aprofundamentos.</p>



<p>Outro ponto importante sobre o Itinerário Formativo é que seu conjunto de unidades curriculares deve ser organizado em torno de um ou mais dos seguintes eixos estruturantes:</p>



<p>1. Investigação científica;  2. Processos criativos; 3. Mediação e intervenção sociocultural; 4. Empreendedorismo.</p>



<p></p>



<p>A BNCC é um documento ENORME e a implantação do Novo Ensino Médio ainda é um grande desafio para as escolas, professores, governos, alunos e, consequentemente, para nós, pais. O importante é sempre buscar informações e manter uma relação de proximidade com a escola dos nossos filhos para que esse processo seja mais claro e proveitoso para todos. Não deixe de questionar, debater e buscar o entendimento da escola do seu filho sobre esse processo. <br></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Praentender: O que muda com o novo Ensino Médio no Brasil?" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/MTnRH_ga54s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>Cinema e adolescência:  como as produções audiovisuais podem auxiliar pais e mães a debaterem sobre essa fase dos filhos</title>
		<link>https://portalmommys.com.br/2022/03/25/cinema-e-adolescencia-como-as-producoes-audiovisuais-podem-auxiliar-pais-e-maes-a-debaterem-sobre-essa-fase-dos-filhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Mar 2022 01:10:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja aqui 7 dicas de filmes com temáticas super relevantes Por Carol Barreto e Luiza Barreto Tentar entender para debater a adolescência é, inevitavelmente, algo pretencioso. Afinal, estamos cansados de saber que essa fase da vida está em constante movimento e as transformações são sempre marcadas pelo tempo e espaço em que acontecem. Mas somos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:center">Veja aqui 7 dicas de
filmes com temáticas super relevantes</p>



<p style="text-align:center"> Por <a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a> e Luiza Barreto</p>



<p>Tentar entender para debater a adolescência é, inevitavelmente, algo pretencioso. Afinal, estamos cansados de saber que essa fase da vida está em constante movimento e as transformações são sempre marcadas pelo tempo e espaço em que acontecem. Mas somos pais/mães e também faz parte da nossa constituição como tais, ainda que pretenciosos, buscar apreender o que se passa com nossos filhos nessa fase de transição. </p>



<p>Como aquele serzinho que cuidamos com tanto zelo está se transformando em algo que eu não previ?? Porque não reconhecemos suas atitudes ao pensar na formação de lhes demos? São questionamentos comuns, que todo pai/mãe de adolescente passa em algum momento. </p>



<p>Como mãe e educadora, particularmente acredito que existem
dois caminhos para tornar a compreensão dessa fase menos penosa: lembrar e escutar.
Creio que seja muito importante fazer um mergulho no que foi a nossa
adolescência e abrir nossos corações para ouvir como é a dos nossos filhos.</p>



<p>Para fazer esse mergulho em vivências pessoais é crucial
alguma disposição para lembrar muitas coisas que a memória, intencionalmente ou
não, ajudou a maquiar e distorcer. Precisamos nos dispor a entrar em contato
com a angústia de quando não fazíamos a menor ideia do que fazer conosco e com
a vida; com o sofrimento e dessabores por amores ou pela rejeição dos pares;
com a imensa sensação de fragilidade da autoimagem; com a relação paradoxal de
amor e ódio, admiração e desilusão com os pais; com os questionamentos sobre
sexualidade e desejos inconfessos; e tantos outros sentimentos profundos que
nos assolam nessa fase. </p>



<p>Pensar e elaborar a própria adolescência é crucial para separar
os nossos fantasmas e traumas da experiência que agora é ou será vivenciada por
nossos filhos. Esse movimento é fundamental para darmos espaço à escuta e à
empatia. Precisamos ouvi-los e sermos capazes de nos pensar no lugar deles, em
um contexto e épocas diferentes das que vivemos, mas com o mesmo turbilhão de
sentimentos que nos atravessaram. </p>



<p>Mas não é fácil. Justamente porque décadas nos separam nessa
vivência que é sempre afetada pelo espaço/tempo em que acontece. E a arte, em
geral, possibilita a criação de pontes entre épocas e vivências. O cinema,
especificamente, é uma expressão artística muito eficaz em retratar o momento
com agilidade. Inclusive podemos pensar que o cinema formata a adolescência ao
mesmo tempo em que a retrata. </p>



<p>Pensando nas possibilidades de debates que as produções
audiovisuais podem trazer para as relações entre pais e filhos, convidei minha
filha Luiza, de 14 anos, para fazermos juntas uma lista de 7 produções que
abordam temas absolutamente atuais para a geração dela e que possam auxiliar os
pais a pensarem e conversarem com os filhos. </p>



<p><strong>Juno (2007)</strong></p>



<p>O filme independente <em>Juno</em> faz uma análise sensível
sobre as questões da gravidez na adolescência. Na história, Juno é uma jovem de
16 anos que fica grávida de seu vizinho e melhor amigo na primeira relação
sexual entre os dois. Sentindo-me imatura para ser mãe, Juno explora a
possibilidade de aborto, recusando ao procurar uma clínica, e decide por
entregar o filho à adoção. O filme aborda temas difíceis em qualquer época ou cultura:
sexualidade, aborto, gravidez na adolescência. E é um filme surpreendentemente
delicado. Seu principal trunfo é não tratar a questão da gravidez como um drama
excessivamente pesado ou um dilema existencial intransponível para a
adolescente e a família e, ao não dar contornos tão complexos e insuperáveis à
sexualidade e à gravidez precoce, sugere uma abordagem mais leve, natural e
não-agressiva dos fatos. Essa suavidade é, até mesmo, abrandada com um pouco de
humor, também inerente à adolescência. Apesar de ser de 2007, segue muito
atual, sensível e absolutamente verossímil.</p>



<p>Gênero: Comédia, Drama | Direção: Jason Reitman | Ano: 2007 | País de origem: EUA |Classificação indicativa: 10 anos | Onde assistir: Amazon Prime</p>



<p><strong>Eu não quero voltar sozinho (2010 &#8211; curta-metragem)</strong></p>



<p>Leonardo é um adolescente cego que sofre bullying de seus colegas de escola. O filme retrata o conflito de Leonardo quando um novo colega, Gabriel, entra na mesma turma que ele. Até então, Léo só tinha uma amiga: Giovana, com quem convive desde a infância. O conflito do personagem é muito simples, mas também complexo para qualquer adolescente: apaixonar-se. O aditivo que complica a situação é que além de cego, Leonardo se descobre gay e apaixonado por Gabriel. Eles têm de entender a si mesmos e ainda tentar preservar a amizade de Giovana, que parece se abalar com as mudanças que a vinda do novo rapaz ocasionou. O filme foi amplamente divulgado no youtube, tendo milhões
de visualizações. Anos depois, foi adaptado para uma versão em longa-metragem. Diversas
escolas pelo país exibiram o curta em sala de aula para debater questões com os
adolescentes, pela delicadeza e sensibilidade com que aborda os temas do jovem
com necessidade especial e a homossexualidade.</p>



<p>Gênero: Ficção | Direção: Daniel Ribeiro | Duração: 17 min | Ano: 2010 | País: Brasil | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: &nbsp;Youtube: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="https://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI (abre numa nova aba)">https://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI</a></p>



<p><strong>As vantagens de ser invisível (2012)</strong></p>



<p>Adaptação para as telas de livro homônimo do diretor e escritor americano Stephen Chbosky, o filme toca em assuntos delicados da adolescência: ansiedade, depressão, suicídio, traumas, desafios sociais. Na história, acompanhamos Charlie, um tímido garoto de 15 anos que está começando o primeiro ano do ensino médio em uma escola nova. O adolescente enfrenta uma depressão com tendências suicidas, aguçada pela perda de seu melhor amigo e de uma tia. Ele enfrenta as inseguranças da autoimagem, é constantemente alvo de bullying e se sente invisível, pela dificuldade de fazer amizades, manter relações sociais e o sentimento de não ser notado por ninguém. Quando conhece Sam e Patrick, adolescentes da “turma dos deslocados”, Charlie começa a experimentar novas possibilidades de juventude, com festas, drogas e, claro, o amor e as primeiras experiências sentimentais e sexuais. É dentro do grupinho que o jovem se apaixona, dá seu primeiro beijo, começa um relacionamento por não saber como dizer não e passa por um término desajeitado. Com os novos amigos, Charlie conquista a sensação de pertencimento e felicidade. Todo esse processo de crescimento e de descobertas, além dos momentos de empatia dos novos amigos com o garoto, faz com que os jovens se identifiquem e se emocionem com as cenas. Uma frase dita pelo professor tornou-se queridinha dos adolescentes
na época do lançamento do filme e segue muito relevante: “nós aceitamos o amor
que pensamos merecer”. Apesar de temas pesados, o filme é super delicado e comovente.
</p>



<p>Gênero: Ficção | Direção: Stephen Chbosky | Duração: 102 min | Ano: 2012 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 14 anos | Onde assistir: Netflix</p>



<p><strong>Boyhood – da infância à adolescência (2014)</strong></p>



<p>A proposta dessa produção já chama atenção em sua composição: o filme experimental foi feito ao longo de doze anos pelo diretor Richard Linklater, para retratar de perto o crescimento do protagonista dos 6 aos 18 anos, mantendo os mesmos atores ao longo desse período. <em>Boyhood</em> conta a história de um casal divorciado às voltas com a criação dos filhos, com foco em Mason, filho mais novo do casal. O longa trata da infância até a adolescência do garoto, que cresce e amadurece em meio aos conflitos de seus pais e consegue ilustrar, de maneira própria e autoral, a ascensão da Geração Z. Os vários relacionamentos e separações da mãe, o amadurecimento tardio do pai, as diversas mudanças de casas e os amigos que ficaram para trás são marcas na personalidade de cada um dos filhos que jamais serão apagadas. O roteiro também não ignora que adolescentes conhecem bebidas e drogas em meio às relações sociais que constroem. Os 12 anos passam-se sem aviso algum. Você só os percebe pela mudança física, da tecnologia, das formaturas, da ida à faculdade e do ninho vazio. As palavras de Mason, na cena final, são bem realistas: nós somos o resultado de uma coleção de instantes mais ou menos memoráveis. A felicidade está em vivê-los intensamente acompanhando essas mudanças.</p>



<p>Gênero: Drama | Direção: Richard Linklater | Duração: 2h45min | Ano: 2014 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: Star+</p>



<p><strong>Com Amor, Simon (2018)</strong></p>



<p>O filme conta a história de Simon Spier, um jovem de 16 anos, morador de um subúrbio americano, cuja vida é completamente comum e banal, a não ser por um segredo: ele é gay. Enquanto a maioria dos jovens adolescentes heterossexuais crescem assistindo dezenas e dezenas de filmes sobre o colegial, com seus beijos técnicos e enredos de superação e perseverança, adolescentes gays encontram nessa produção uma oportunidade de representatividade, porque o segredo de Simon é o grande protagonista da história – e muitos adolescentes vivem este segredo. A trama começa quando Simon vê uma postagem anônima de alguém do colégio que se diz gay e começa a trocar mensagens para partilhar experiências. Sob pseudônimos nas trocas de e-mails, acompanhamos dois jovens se apaixonarem virtualmente. Mas esse cenário se complica quando um outro colega, Martin, descobre as conversas e ameaça publicá-las, a menos que Simon consiga juntá-lo com sua amiga, Abby. Ao longo de confusões mirabolantes para proteger seu segredo, Simon sai oficialmente do armário, identidades são reveladas, corações quebrados e famílias desestabilizadas. A jornada de Simon até se assumir homossexual trata do assunto dentro de uma zona de conforto: Simon é branco, de classe média alta, tem amigos e família que o apoiam e a sombra de homofobia que paira sobre ele revela-se bem menos nociva do que o imaginado – e do que, em geral, de fato ocorre no dia a dia. Mas é um filme muito importante, porque acessa todo tipo de público (jovens e adultos). Mesmo se arquitetando nessa zona de conforto, o filme constrói bem seus personagens – todos eles -, cria momentos de identificação fortes, passa uma mensagem coesa e a sensação de verossimilhança é constante.</p>



<p>Gênero: Drama, romance, LGBTQIA+ | Direção: Greg Berlanti | Duração: 109 min | Ano: 2018 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: Star+</p>



<p><strong>O ódio que você semeia (2018)</strong></p>



<p>O “Ódio que você semeia” fala sobre uma temática que cada vez mais tem sido discutida de forma ampla na sociedade: a violência policial. Mas a diferença é que o tema é abordado sob o ponto de vista de uma adolescente negra: Starr, que presencia o assassinato do melhor amigo por um policial branco. Ela é convocada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. O filme foi inspirado em um livro de mesmo nome da escritora Angie Thomas, que alcançou o primeiro lugar na lista do New York Times. Numa cidade fictícia nos Estados Unidos, o filme estabelece dois blocos geográficos que, socialmente, são praticamente opostos. De um lado temos um bairro de população majoritariamente negra, que convive com o crime trazido pelos conflitos de gangues do tráfico; do outro há um bairro de população majoritariamente branca, onde todos possuem boa situação financeira e os índices de criminalidade são baixos. Entre os dois blocos, flutua Starr Carter. A jovem vive na região dos negros, mas seus pais, pensando no futuro de Starr e de seus irmãos, Seven e Sekani, os matriculou na escola mais cara da cidade, que fica no bairro dos brancos. A história transita entre esses dois mundos, mostrando suas diferenças e conflitos para desenvolver discussões sobre o racismo em suas mais variadas formas. A personagem principal enfrenta uma intensa travessia que vai do conforto a um estado de indignação irreversível. O discurso de <em>O Ódio Que Você Semeia</em> é duro e frontal, traz um retrato poderoso da discriminação racial. É desafiador conter as lágrimas em certos momentos, especialmente naqueles em que a constatação dos abismos se torna perfurante. Um filme poderoso para trazer essas questões para o debate com nossos filhos.</p>



<p>Gênero: Drama, crime | Direção: George Tillman Jr. | Duração: 132 min | Ano: 2018 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: 12 anos | Onde assistir: Google Play</p>



<p><strong>Red: Crescer é Uma Fera&nbsp;(2022)</strong></p>



<p>Animação recém lançada pela Disney, <em>Red</em> acompanha Mei Lee, uma estudante chinesa-canadense de 13 anos dividida entre continuar sendo uma filha obediente e o caos da adolescência. Ming, sua mãe superprotetora e um pouco autoritária, nunca está longe dela. E como se as mudanças em seus interesses, relações e em seu corpo não bastassem, sempre que passa por fortes emoções – o que acontece praticamente sempre – ela se transforma em um panda-vermelho gigante. Ao saber que não é a única da família que passou por isso, a jovem descobre um ritual para remover o espírito do panda – algo que todas as mulheres da família passaram. Mas, ao longo dessa trajetória, Mei consegue conversar com o pai de maneira profunda sobre aceitar os defeitos e emoções que sente. E a jovem decide abraçar plenamente quem ela é e o que quer, optando, ao contrário das outras integrantes da família, por manter o panda-vermelho para o resto da vida, já que ele é parte do que a define como ser. Ainda que seja uma produção que habite o universo da fantasia, as metáforas do filme são lindíssimas. A construção da autoestima, com todas as singularidades individuais; a aceitação do que nos torna diferentes, mas também pertencentes; a possiblidade de transformação da autoimagem; estão retratadas de maneira leve, divertida, engraçada e muito bem articulada.</p>



<p>Gênero: Animação | Direção: Domee Shi | Duração: 132 min | Ano: 2022 | País: Estado Unidos | Classificação indicativa: Livre | Onde assistir: Disney Plus</p>
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		<title>Mommys Night Out</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 13:09:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aconteceu no Mommys]]></category>
		<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Mommys Off]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma noite para que mulheres se redescubram, se reencontrem e se reconectem Por Carol Barreto Recentemente falamos aqui no blog sobre a importância do autocuidado, especialmente quando se trata de mães, já que todas nós equilibramos pratinhos em excesso no dia a dia. Um dos pilares da comunidade Mommys é, justamente, pensar e promover ações&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:center"> Uma noite para que mulheres se redescubram, se reencontrem e se reconectem </p>



<p style="text-align:center">Por <a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a> </p>



<p>Recentemente falamos<a href="https://portalmommys.com.br/2022/03/04/a-importancia-do-autocuidado-e-como-promove-lo-em-sua-rotina/"> aqui no blog</a> sobre a importância do autocuidado, especialmente quando se trata de mães, já que todas nós equilibramos pratinhos em excesso no dia a dia. Um dos pilares da comunidade Mommys é, justamente, pensar e promover ações que coloquem em primeiro plano o autocuidado, sua importância e relevância na rotina. E também na quebra da rotina.</p>



<p>&nbsp;	Desde 2017, a comunidade promove os eventos “Mommys Night Out”, carinhosamente chamados de MNO, que são noites pensadas somente para mulheres com a proposta de uma quebra na rotina das mommys. Uma oportunidade de diversão organizada cuidadosamente para proporcionar momentos de prazer, relaxamento e curtição.</p>



<p>&nbsp;	O estilo do evento varia a cada edição, que já teve desde encontros em restaurantes a baladas grandes com temas de rock, axé, sertanejo, pagode, pré-reveillon; buscando agradar a todo estilo de mãe. E, a cada novo evento, as participantes compartilham em suas redes sociais a felicidade e o bem estar que essas festas trazem para suas vidas.</p>



<p>	Para a mommy Mari Xavier, que já foi eleita como uma das Embaixadoras do MNO, o evento é um sopro de vida: “Não tem lugar melhor para recarregar as energias. Vai muito além de autocuidado! Eu brinco que é quase que um renascimento”.<br></p>



<p><strong>O Axé das Mommys</strong></p>



<p>&nbsp;	No dia 23 de fevereiro de 2022, aconteceu a primeira edição do “Mommys Night Out” após um longo período de pausa devido a pandemia. O evento foi planejado com muito cuidado e passou por diversas dificuldades até que conseguisse se realizar. A equipe que cuida do MNO precisou remarcar data, renegociar com fornecedores, enfrentar as incertezas da pandemia, até que conseguisse promover o tão sonhado retorno do evento.</p>



<p>O tema escolhido foi “Axé das Mommys”, com a apresentação do grupo “Baianeiros”, que é queridinho das mommys desde a primeira participação num evento de 2017. Todos os 500 ingressos disponíveis foram vendidos em poucos dias.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5550-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-15374" width="499" height="332" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5550-1024x683.jpg 1024w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5550-600x400.jpg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5550-300x200.jpg 300w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5550-768x512.jpg 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5550-370x247.jpg 370w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5550.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /><figcaption><em> Equipe Mommys responsável pelo MNO e os vocalistas do grupo Baianeiros. Imagem: André De Oliveira, Copyright © 2022. </em></figcaption></figure></div>



<p>O evento foi sucesso absoluto. A energia de tantas mulheres, sedentas por um momento de alegria e despreocupação, era contagiante.&nbsp;</p>



<p>	A fonoaudióloga, e mommy da Lara, Andrea Viggiani, esteve pela primeira vez em um MNO. O impacto foi tão grande que ela já está pensando nos próximos. “Foi uma experiência muito diferente de tudo que já vivi. Nunca tinha ido a um evento com tantas mulheres reunidas. Senti uma energia e uma liberdade únicas. Consegui me divertir sem preocupação, dançar livremente e conhecer pessoas especiais. Estou encantada com o evento e já tenho muitas amigas mães que estão esperando os próximos para ir comigo”, conta Andrea.</p>



<p>	A mommy Heloísa Rocha fez uma publicação emocionada ao retornar do evento:&nbsp;</p>



<p>“Preciso enaltecer este momento! O MNO é uma oportunidade de nos reencontrarmos com as pequenas felicidades, vibrando em uma energia quase indescritível. São mulheres que, em sua grande maioria, estão sobrecarregadas com a maternidade, com o trabalho e com as preocupações que chegam junto com a missão de mãe. O que torna este momento tão incrível é a mágica que ele proporciona. Ali somos mulheres que resgatam a autoestima, que redescobrem o quanto precisam de uma pausa e o quanto isso é saudável! Ali não há espaço para os problemas e a tristeza nem pensa em chegar. Ali é onde o canto ecoa, onde o corpo fala, onde novas amizades surgem e antigas são resgatadas. É onde reavivamos o prazer em ser e estar. É o lugar onde o significado da palavra pertencer se torna profundo e verdadeiro. É o reencontro com o passado remetido através das músicas e coreografias. É a leveza da diversão sem culpa. É a segurança que tantas vezes nos é tolhida pelo simples fato de sermos mulheres. Saudades eu estava! Saudades eu já sinto agora, poucas horas após o fim”. </p>



<p>	E verdadeiramente o evento vai muito além das horas de sua duração. Os sentimentos ecoam por dias, semanas. As amizades se multiplicam, se fortalecem. No dia seguinte ao evento, assim que acordou, Andrea Viggiani recebeu a seguinte mensagem de uma mommy que ela conheceu na fila do caixa e com quem compartilhou vários momentos ao longo da noite: “Bom dia Mommy linda! Acordei muito feliz. Que seu dia possa ser abençoado. Obrigada pelo carinho de ontem”.&nbsp;<br></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5540-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-15375" width="459" height="305" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5540-1024x683.jpg 1024w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5540-600x400.jpg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5540-300x200.jpg 300w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5540-768x512.jpg 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5540-370x247.jpg 370w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/IMG_5540.jpg 1152w" sizes="auto, (max-width: 459px) 100vw, 459px" /><figcaption><em> As mommys, amigas de infância, cunhadas e comadres, Carol Barreto e Andrea Viggiani. <br>Imagem: André De Oliveira, Copyright © 2022</em><br><br> </figcaption></figure></div>



<p>A embaixadora Mari Xavier, que é assídua desde o primeiro MNO, conta que a sensação de quem vai pela primeira vez é sempre a de querer voltar: “O que já levei de amiga pro MNO não é brincadeira e TODAS sempre saíram dizendo que foi a melhor balada da vida. Nesse último foram 15 amigas e todas estão loucas pelo próximo! Sou a maior suspeita para falar do MNO, porque, para mim, é aquele programa FUNDAMENTAL na vida de qualquer mulher! Das mães, então, nem se fala!”.<br></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/H_6os_QvUecg9ew2yX-aW7o8jGjhkqBIKrIZdGTlpkEV3GzF5K9LcA5_I7jsghGvNDOoWafyC04ngcKktLKMgLz-4dQb_YW3RvQ2ixoL6pZUnFwL-hYKeRSlLETGFpgaSQsSlAjT" alt="" width="435" height="289"/><figcaption><em> Mari Xavier, uma das embaixadoras do MNO. Imagem: André De Oliveira, Copyright © 2022 </em></figcaption></figure></div>



<p><br><strong>A importância do MNO na vida das Mommys</strong></p>



<p>&nbsp;	Além do momento de diversão, extravasamento e de partilha entre mulheres que, de alguma maneira, estão no mesmo barco, o evento tem um impacto também na autoestima e saúde mental das participantes.&nbsp;</p>



<p>	Ter a oportunidade de um momento exclusivo para si, de se arrumar, de se ver maquiada, de reviver um reencontro consigo mesma, é uma atitude de autocuidado que o evento também promove. A mommy Heloísa Rocha conta que nesse período pós-pandemia a importância de participar do MNO ficou ainda mais nítida: “Não apenas por sair de casa, mas por me redescobrir como mulher. Eu já havia me esquecido como era me olhar no espelho maquiada. Ouvir meu filho de 3 anos me ver saindo e dizer ‘Mamãe está bonita’ me trouxe uma autoestima que há meses eu não experimentava. Até o ciúme que o marido sentiu, mas fez questão de disfarçar, me fez bem. Eu já não sabia se ele ainda me admirava e ali eu tive certeza”.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/RJoG0jweSiL9N8tfskjsebWOY6yiSU_HibuFGKlMzrir9zPzBtmPO4RIXyLPN56Gor93G8Sy7LVcW8c9A7KiBq-s_Mg9JNWRobjb3yYNDrWKFzCvppH3-2Caswo6EowaeHdUAihY" alt="" width="441" height="293"/><figcaption><em> As mommys e amigas Thaiana, Heloísa Rocha, Patrícia e Aleska.  <br>Imagem: André De Oliveira, Copyright © 2022  </em></figcaption></figure></div>



<p>Em meio às demandas da rotina, da entrega que a maternidade exige, as mães muitas vezes acabam sucumbindo ao ordinário e não conseguem encontrar válvulas de escape que as façam se olhar novamente por inteiro. O MNO é exatamente esta oportunidade. “Normalmente eu tenho uma vida muito corrida e fica difícil encaixar hobbies ou atividades que não estejam atreladas à rotina. Tudo em minha vida parece estar projetado para dar prioridade aos demais: filho, marido, mãe, família, trabalho. Antes de conhecer o Mommys e o MNO eu chegava a sentir culpa por querer dedicar um tempo a mim mesma. A maternidade e o que a sociedade cobra dela, também me consumiram de tal forma que eu esqueci que existia uma mulher por trás do papel de mãe. Desde a primeira vez que estive no evento, pude me reconectar com algo que estava adormecido em mim. Descobri que me divertir não era só necessário, mas transformador. Foi a porta para que eu entendesse que a rotina é necessária, mas não preciso viver de forma automática. É importante, vez ou outra, rompermos as barreiras dos ciclos viciantes”, conta a mommy Heloísa.&nbsp;<br></p>



<p><strong>E para quem nunca foi, o que as Mommys têm a dizer?</strong></p>



<p><strong>	</strong>Mari Xavier é só empolgação ao responder a essa pergunta: “só vai!!! Porque depois que vai no primeiro, você não vai perder nunca mais!!”.&nbsp;</p>



<p>	A energia e as memórias construídas nos eventos causam, de um modo geral, essa empolgação e o desejo de que todas possam vivenciar essa mesma experiência. Não é somente uma noite de curtição, é a pausa necessária para seguir em frente. “Não existe apenas uma forma de ser feliz. O MNO nos mostra que festa e diversão também podem ser para nós, e isso não nos torna menos responsáveis ou menos maternais. O MNO é acolhedor e motivador, faz com que cada mulher se descubra maravilhosa na sua singularidade”, afirma Andrea Viggiani.&nbsp;</p>



<p>E Heloísa Rocha completa: “Para quem ainda não teve a oportunidade de ir ou tem algum receio, meu conselho é apenas um: vá! No MNO a gente se diverte sem medo. Ali é onde todas estão alinhadas em um único objetivo, ser feliz naquela noite. Ninguém nos julga pela roupa que vestimos, pelo sapato que usamos, pelos problemas que temos. Somos apenas mães que querem e merecem se divertir!”.&nbsp;</p>



<p></p>



<p><br></p>
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		<title>A importância do autocuidado e como promovê-lo em sua rotina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 22:03:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas informações simples que podem ser importantes para que as mommys não se esqueçam de que amor próprio e autoestima, muitas vezes, são construídos em escolhas sutis do dia a dia Por Carol Barreto Na última quarta-feira, dia 02 de março de 2022, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o documento “Saúde mental e&#8230;</p>
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<p style="text-align:center">Algumas informações simples que podem ser importantes para que as mommys não se esqueçam de que amor próprio e autoestima, muitas vezes, são construídos em escolhas sutis do dia a dia</p>



<p style="text-align:center">Por <a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a><br></p>



<p>Na última quarta-feira, dia 02 de março de 2022, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou o documento “<a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-2019-nCoV-Sci-Brief-Mental-health-2022.1">Saúde mental e COVID-19: evidências iniciais do impacto da pandemia</a>”, que mostra que a incidência de ansiedade e depressão teve um aumento global de 25% nos últimos anos. O documento destaca, ainda, que a pandemia afetou principalmente a saúde mental de mulheres e jovens e que eles correm um risco desproporcional de desenvolvimento de comportamentos considerados nocivos.&nbsp;</p>



<p>E nunca se falou tanto em saúde mental. Antes mesmo da pandemia, os números já eram alarmantes. A Covid-19 fez não só com que esses transtornos se agravassem, mas também trouxe novas questões. Como a necessidade do autocuidado. De acordo com a OMS, mais de 750 milhões de pessoas no mundo apresentam sintomas de transtornos mentais e parte desse expressivo número deve-se, justamente, à privação do autocuidado.</p>



<p>	Por isso, achamos importante falar sobre o autocuidado: você sabe o que é? Qual a sua importância? Quais tipos existem? Qual a sua relação com a autoestima? Como é praticado? E como começar?&nbsp;</p>



<p><strong>&nbsp;O que é autocuidado?</strong></p>



<p>&nbsp;	O termo autocuidado é a junção de “auto”, que exprime a noção de si, e “cuidado”, que deriva do verbo <em>cuidar</em>, do latim <em>cogitare,</em> que significa &#8216;pensar&#8217;, &#8216;meditar&#8217;, &#8216;aplicar&#8217; a atenção, &#8216;refletir&#8217;, &#8216;ter-se&#8217;. Portanto o autocuidado passa pelo autoconhecimento. É pensar em si mesmo, meditar sobre suas peculiaridades, voltar sua atenção para suas particularidades. A mommy Daniela Bittar, psicóloga e cofundadora do <a href="https://sentirmulher.com.br/">Sentir Mulher</a>, destaca que “auto cuidado é mergulhar em quem somos, tanto na nossa luz quanto na nossa sombra”.&nbsp;</p>



<p>Como então praticar o autocuidado dentro do autoconhecimento? Para Daniela, o primeiro passo é conseguir se olhar por inteiro: “é entender o que gosto, como me sinto em relação às coisas, quais pessoas me fazem bem, onde me sinto confortável, o que eu pratico que é tóxico para o meu ser, o que eu tenho feito que me faz mal, o que eu tenho gerido nos meus dias que me aprisiona. Ou seja, é preciso parar, sair do lugar do externo e focar dentro de si, olhar para dentro”. Somente em contato com esse mergulho em si mesmo, torna-se possível colocar em prática hábitos que estimulem o autocuidado. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/11098-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-15315" width="628" height="417" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/11098-300x200.jpg 300w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/11098-370x247.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 628px) 100vw, 628px" /></figure></div>



<p><strong>Você já ouviu que o autocuidado e a autoestima andam sempre juntos?</strong>&nbsp;</p>



<p>Assim como o autocuidado, a autoestima também é atravessada pelo acolhimento de quem somos. A autoestima é essencial para que confiemos nas nossas ações e decisões, pois é a partir dela que arquitetamos a avaliação que fazemos de nós mesmos e, para construir a autoestima, é imprescindível praticar o autoconhecimento. Quando nos conhecemos profundamente, somos capazes de entender por que agimos e reagimos de uma determinada maneira; passamos a compreender no que devemos melhorar e quais são as nossas potências. Assim fica menos penoso encarar os desafios do dia-dia. E esse exercício de erguer sua autoestima, portanto, também é uma forma de autocuidado, pois lhe traz confiança e te permite expandir e superar crenças limitantes como “não sou capaz” ou “não sou merecedor”.</p>



<p>Segundo Daniela Bittar, a autoestima “vem de um lugar de paz interior e não da estética. Isso é uma ilusão. Porque traz uma felicidade momentânea, efêmera e fugaz. O que realmente trabalha a autoestima em um campo sólido, é saber quem eu sou. Esse é o meu corpo, essa é minha pele, esse é meu cabelo, essa é minha forma física, essa sou eu por inteiro. E a partir daí se reconhecer também em pensamento: eu sou o que eu sinto. Eu preciso me sentir por inteiro para descentrar meu pensamento do autojulgamento, da autocrítica, dos medos”.</p>



<p><strong>Porque é tão importante – e tão difícil – praticar o autocuidado</strong></p>



<p>Quando percebemos que o autocuidado é capaz de aprimorar a nossa autoestima e nossa capacidade de tomada de decisões, compreendemos também que se trata de uma maneira de exercer o amor próprio, porque – em contraposição ao senso comum – cuidar de si não é egoísmo, e sim uma forma de se fortalecer e ampliar suas potencialidades.</p>



<p>É inegável, portanto, que o autocuidado proporciona maior qualidade de vida, pois fortalece a autoestima, a autoconfiança e a capacidade de agir e tomar decisões frente aos desafios da vida cotidiana. Importante ressaltar que maior qualidade de vida reduz o sofrimento psíquico e o adoecimento físico, aumentando a sensação de bem-estar.</p>



<p>Porque, então, temos tanta dificuldade em nos colocar em primeiro plano? Muitas vezes porque a pressão social, emocional, as demandas excessivas da rotina, nos levem a uma sensação permanente de insuficiência, de incapacidade. O autojulgamento e a autocrítica nos fazem buscar uma perfeição que não existe. É preciso aceitar as fraquezas e as potencialidades como elementos que edificam a existência.</p>



<p>“É importante demais a gente parar de ficar nesse automatismo do negativismo, do pessimismo. É necessário acolher as nossas sombras. A dualidade é real, ela existe. Eu tenho amor, mas tenho dor; eu sinto alegria, mas também sinto tristeza. Eu tenho muita compaixão, mas sinto raiva. Eu tenho disponibilidade, mas às vezes me falta paciência. Eu tenho uma vontade grande de ajudar o mundo, mas me dá desesperança muitas vezes. Nós somos essa dualidade. A gente transita entre os extremos da polaridade tantas vezes na vida e tudo bem. Isso faz parte de quem somos”, pontua a psicóloga Daniela Bittar.<br></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49.jpg" alt="" class="wp-image-15316" width="404" height="402" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49.jpg 750w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49-300x300.jpg 300w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49-200x200.jpg 200w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49-600x598.jpg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49-150x150.jpg 150w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49-370x369.jpg 370w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/df864e5792f73828c83831abf4d08f49-100x100.jpg 100w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /></figure></div>



<p><strong>Por onde começar?</strong></p>



<p>Ao contrário do que as concepções superficiais e reducionistas nos levam a acreditar, autocuidado não está diretamente vinculado ou limitado ao hábito de cuidados estéticos, e para ser posto em prática exige que antes se faça algumas perguntas. O que você realmente precisa para ficar bem no dia-dia? O que lhe falta? O que te faz mal?</p>



<p>As respostas envolverão o exercício do autoconhecimento e uma transformação de mentalidade, antes da modificação no comportamento. A primeira dica é abrir um tempo para a reflexão. Pensar na sua rotina e o quanto ela abarca suas demandas, seus objetivos e desejos. Colocar na balança: o que é realmente imprescindível e como você tem utilizado o seu tempo. Há momentos no seu dia para você desempenhar, de alguma forma, o autocuidado? Você está disposta a abrir mão de algo?</p>



<p>Mudar hábitos não é uma tarefa simples. Demanda força de vontade e determinação. Por isso, respeite seus limites e entenda que você não vai conseguir (e nem precisa!) colocar tudo que deseja em prática da noite para o dia. Uma segunda dica é escrever uma lista com tudo que pretende adotar de novos comportamentos em uma ordem de prioridade e seguir um passo de cada vez. “Acolha-se. Se abrace. Respeite o seu tempo, seus limites, os seus medos. Respeite as suas dificuldades. Temos apenas o hoje pra viver. E se temos apenas o hoje, pegue o seu hoje e preste muita atenção no que você sente. Vai trabalhando como se você fosse uma artesã de si mesma”, aconselha a mommy Daniela.&nbsp;<br></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/autocuidado-2-317x1024.png" alt="" class="wp-image-15317" width="386" height="1248" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/autocuidado-2-317x1024.png 317w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/autocuidado-2-93x300.png 93w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/03/autocuidado-2-182x588.png 182w" sizes="auto, (max-width: 386px) 100vw, 386px" /></figure></div>



<p><br></p>
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		<title>Como o machismo estrutural impacta na criação dos filhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 15:04:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação dos Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[#criaçãodefilhos]]></category>
		<category><![CDATA[#educaçãofeminista]]></category>
		<category><![CDATA[#machismoestrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entender e desconstruir o machismo estrutural é a única maneira de contribuir para a construção da equidade de gêneros que promova uma sociedade mais igualitária e respeitosa no futuro. Conheça a experiência da mommy Cláudia Moreira e o que pensa a psicóloga, e também mommy, Bel Ornelas, sobre esse tema. </p>
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<p style="text-align:center">Entender e desconstruir esse processo é a única maneira de contribuir para a construção da equidade de gêneros que promova uma sociedade mais igualitária e respeitosa no futuro. Conheça a experiência da mommy Cláudia Moreira e o que pensa a psicóloga, e também mommy, Bel Ornelas, sobre esse tema. </p>



<p style="text-align:center">Por <strong><a href="https://portalmommys.com.br/author/carolbarreto/">Carol Barreto</a></strong></p>



<p>&#8220;A mulher é um ser de cabelos compridos e ideias curtas&#8221;.</p>



<p>&#8220;Todo feminismo termina sendo um machismo de saia&#8221;.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Além de casar, o que a mulher mais gosta é de ser enganada de vez em quando&#8221;.</p>



<p>&nbsp;É provável que você já tenha ouvido frases como essas, ou no mesmo teor, ditas por homens da nossa sociedade. Poderíamos argumentar que são homens ignorantes, sem conhecimento sociocultural, certo? Infelizmente não. A primeira frase é atribuída a Arthur Schopenhauer, filósofo que mais contribuiu para a composição do conceito, ético e ateu, da metafísica alemã.&nbsp;</p>



<p>Então poderíamos pensar que são frases proferidas por homens afastados da espiritualidade, certo? Errado novamente. Afinal, o autor da segunda frase é ninguém menos do que o Papa Francisco, que posteriormente buscou se retratar.&nbsp;</p>



<p>Ah! Então a melhor justificativa é: são frases ditas apenas por homens, ponto. Correto? Também não. A última frase é de autoria da escritora Jane Austen.&nbsp;</p>



<p>Atitudes e discursos machistas são frutos da construção da identidade feminina e masculina ao longo da história da humanidade. Denominamos como machismo estrutural justamente a construção e a organização dos elementos que compõem o corpo social, dando sustentação à dominação patriarcal.&nbsp;</p>



<p>Ainda nos dias atuais, mesmo com estudos avançados e amplamente compartilhados sobre o tema, muitos pais e mães seguem reforçando comportamentos machistas na criação de seus filhos, especialmente por repetirem o modo como foram educados. Estimulam hábitos e articulam frases e ideias que vão naturalizando nas crianças a reprodução desse padrão.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Isso é coisa de menina&#8221;, &#8220;meu filho vai dar trabalho, vai ser pegador&#8221;, &#8220;menina tem que ajudar a mãe a cuidar da casa&#8221; e muitas outras frases e comportamentos que já estão arraigados à nossa cultura são parte do cotidiano de muitas crianças, que vão absorvendo e repetindo tais condutas.&nbsp;</p>



<p>Os impactos e legados do machismo para a sociedade brasileira são evidentes quando buscamos os “Indicadores sociais das mulheres no Brasil”, desenvolvidos pelo <a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/genero/20163-estatisticas-de-genero-indicadores-sociais-das-mulheres-no-brasil.html?=&amp;t=o-que-e">IBGE</a>, que analisa as condições de vida das mulheres no país. Segundo o último levantamento, publicado em 2021, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou trabalhos domésticos quase o dobro de tempo que os homens.</p>



<p>&nbsp;Por outro lado, receberam salários, em média, de apenas 77,7% do montante auferido pelos homens e a desigualdade alcança proporções maiores nas funções e nos cargos que garantem os maiores ganhos.&nbsp;</p>



<p>Outro dado relevante da pesquisa diz respeito à sub-representação. Na política, a evolução da participação feminina é ínfima. Embora as mulheres sejam maioria na população brasileira, e mais escolarizadas, somente 16% dos vereadores eleitos no país em 2020 foram mulheres.&nbsp;</p>



<p>Ou seja: continuamos cuidando de casa e filhos, recebendo menos, estudando mais e sem representatividade política. Isso para não trazer à tona os dados da violência contra as mulheres que são ainda mais opressores e deprimentes. Pensar numa educação dos filhos que, na prática, combata esse tipo de comportamento é o único caminho possível para construirmos a equidade de gêneros.</p>



<p><strong>Por onde começar a transformar essa realidade?</strong></p>



<p>&nbsp;Embora protagonistas nos debates sobre equidade de gênero e usufrutuárias dos avanços proporcionados pelos movimentos feministas, grande parte das mulheres ainda vive sob uma cortina de fumaça, equilibrando tantos pratos no dia a dia, que a conscientização sobre o problema e consequências que a perpetuação de certos comportamentos pode trazer para si mesmas e para as outras mulheres torna-se alvo distante, o que pode levá-las a reforçar estereótipos entre os filhos.&nbsp;</p>



<p>Daí a importância da partilha e da escuta de experiências de outras mulheres que auxilie na desconstrução da repetição de modelos machistas na criação dos filhos. Entender como não ser uma mãe que reproduza o machismo é tão importante quanto combatê-lo.</p>



<p>&nbsp;A mommy Cláudia Moreira, de 41 anos, é arquiteta e mãe de 3 filhos, Leticia (18 anos), Rafaela (06) e Guilherme (04). Os dois filhos mais novos são frutos de seu atual relacionamento de quase uma década. Um relacionamento saudável e construído diariamente com muita parceria, paciência e amor. Mas não foi sempre assim.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="976" height="744" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira.jpeg" alt="" class="wp-image-15267" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira.jpeg 976w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-600x457.jpeg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-300x229.jpeg 300w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-768x585.jpeg 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/claudiamoreira-370x282.jpeg 370w" sizes="auto, (max-width: 976px) 100vw, 976px" /><figcaption><em>A mommy Claudia Moreira, arquiteta, com os 3 filhos, Leticia, Rafaela e Guilherme, e seu companheiro, Régis. | Imagem: Arquivo pessoal.</em></figcaption></figure></div>



<p>Aos 22 anos, Cláudia se envolveu com um homem 20 anos mais velho e engravidaram após poucos meses de namoro. Ela ainda cursava faculdade quando se casaram. Vivendo juntos ela começou a perceber, em pouco tempo, certas atitudes machistas e misóginas por parte dele: “Presenciava tudo de maneira pueril, com imparcialidade por acreditar que era normal”, afirma Cláudia.&nbsp;</p>



<p>Com o tempo vieram as agressões e ameaças: “Durante toda a relação suportei agressões verbais, abuso sexual marital, ameaças diversas e constantes, inclusive de morte”. Após 5 anos de sofrimento ela conseguiu reunir forças para sair de casa. “Emagreci quase 20 kg, deprimida, frágil e totalmente indefesa. Vivi ainda por alguns anos sob ameaças constantes, perseguições, injúrias, insultos, humilhações, alienação parental até que ele foi acometido por uma doença que o deixou inválido e o levou a morte alguns anos depois”, conta a arquiteta.&nbsp;</p>



<p>Qual o caminho para se reerguer de uma experiência dessas? O primeiro passo é entender que se necessita de ajuda: “consegui me reerguer com auxílio psiquiátrico, medicação e muita coragem”, diz Cláudia. Essa reconstrução pessoal leva tempo, exige paciência, força e apoio. Mas ela conseguiu e se permitiu transformar a dor em aprendizado e determinação para modificar a realidade ao seu redor.</p>



<p>&nbsp;“A infeliz experiência que tive em um relacionamento abusivo possibilitou-me ter plena consciência da sociedade patriarcal em que vivemos e seus malefícios e tem influência direta na minha relação com o outro e na educação dos meus filhos, hoje”, conta. A conversa aberta sobre o machismo e suas consequências é apontada por Cláudia como sendo fundamental no seio familiar. “Sempre com cautela e respeitando o amadurecimento das crianças, devido ao peso que esse comportamento carrega”.</p>



<p>&nbsp;Ela conta que comportamentos que reforçam o machismo estão tão entranhados em nossa sociedade, “que desconstruir esse processo dentro de um lar exige um trabalho árduo, treino, paciência e sabedoria”. E dá alguns exemplos de como leva isso para o dia a dia: “As crianças e adolescentes são guiadas basicamente por exemplos, então trago para o cotidiano da família a igualdade de gênero nos simples detalhes. Divisão de tarefas, os brinquedos são apresentados sem distinção de gênero, os sentimentos podem e devem ser expostos, choro, raiva, independente se é menina ou menino. Nos policiamos a todo momento para que expressões do cotidiano patriarcal como, ‘vira homem’, ‘você é menina, não pode nada’, não sejam utilizados”.</p>



<p>&nbsp;O caminho é longo e exige policiamento constante. “Por aqui, o combate ao patriarcado é constante, mas sempre encontro vários obstáculos na própria família, no meu companheiro, na vizinhança, escola e às vezes em mim mesma. A dominância masculina é tão enraizada que em vários momentos surpreendo-me exercendo uma atitude machista. Acontece na criação dos meus filhos, no meu relacionamento, com meus amigos”. Cláudia reforça: “é necessário um trabalho dia a dia, começando por nós mesmos e levando a palavra e exemplos com sabedoria, cautela e paciência para os demais”.</p>



<p>&nbsp;<strong>Como lidar com as diferenças na criação de meninos e meninas</strong></p>



<p>&nbsp;&nbsp;O feminismo, para muito além dos reducionismos com que é abordado na era digital, pode ser qualificado como um movimento contra o sexismo e a desigualdade entre gêneros, que abarca e defende as reivindicações das mulheres por seus direitos. Outro ponto sempre relevante para o movimento é o combate a ações que não só colocam as mulheres em posições de inferioridade, mas também atribuem expectativas de como os homens devem se portar para não evidenciarem suas fraquezas e sentimentos, como se tal comportamento fosse ameaçador a sua “masculinidade”.</p>



<p>&nbsp;O conjunto de expectativas imposto, historicamente, a respeito de homens e mulheres influencia enfaticamente a dinâmica familiar e a postura dos pais. Quando falamos em combater o machismo, pensamos logo em empoderar as mulheres. Mas qual é a importância de combatê-lo também a partir dos meninos?</p>



<p> De acordo a psicóloga, feminista e mommy, Bel Ornelas, sob o domínio do machismo ninguém sai ileso. “Se por um lado é preciso abrir os olhos das meninas e mostrar que elas podem ser quem elas quiserem, que devem lutar pelas mesmas oportunidades e direitos, é preciso que os homens também aprendam a enxergar o mundo sob essa perspectiva. Se elas precisam se apropriar dos espaços públicos, eles por sua vez precisam se apropriar do espaço doméstico. E ambos precisam aprender novas formas de se expressar no mundo que sejam desvinculadas dos ciclos de opressão”.</p>



<p>&nbsp;Para Bel, se o machismo é opressor para as mulheres, para os homens ele também é limitador. “Assim como as meninas, desde pequenos, os meninos são enquadrados em caixinhas muito limitadoras. E vão buscar se encaixar nesses rótulos, no que é esperado deles enquanto meninos. Não podem ser muito sensíveis, amorosos, não vão aprender a lidar com a raiva usando muitas vezes a violência como forma de resolver os conflitos e vão se sentir sempre pressionados a serem fortes e a competirem entre si”.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-683x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-15268" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-683x1024.jpeg 683w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-600x900.jpeg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-200x300.jpeg 200w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-768x1151.jpeg 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42-370x555.jpeg 370w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-11.12.42.jpeg 1366w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption><em>A mommy Bel Ornelas, psicóloga, feminista, malabarista de pratinhos cotidianos e mãe da Clarinha. | Imagem: Arquivo pessoal.</em></figcaption></figure></div>



<p>A psicóloga destaca, ainda, que a reprodução dos modelos de conduta marcadas pelo machismo inibe potencialidades individuais amplas. “Uma criança, menino ou menina, criada sob perspectivas machistas não poderão desenvolver plenamente suas personalidades como deveriam e gostariam em prol de se encaixarem no que se espera deles socialmente. É urgente que esses meninos descubram novas masculinidades que permitam que eles possam assumir suas individualidades e que proporcione um mundo mais justo”.&nbsp;</p>



<p>Em sua rotina doméstica familiar, Claúdia Moreira coloca em prática esses posicionamentos. Ao falar sobre a educação de seu filho, Guilherme, a arquiteta pondera: “O machismo pode ser tão opressor para homem como é para a mulher. Sendo assim, respeitamos seus desejos e sentimentos independente do órgão sexual que carrega. Ele tem carrinhos, adora futebol e super heróis, mas aqui menino também brinca de boneca e comidinha. Experimenta acessórios femininos e inclusive vestido de princesa. Sempre respeitando suas necessidades, nada é imposto ou provocado. Seguimos com naturalidade. Isso pode ser um problema para a maioria das famílias, infelizmente. Acreditamos que permitir que uma criança brinque, expresse e experimente abertamente só vai gerar um adulto feliz, bem resolvido e empático”.</p>



<p><strong>Como transformar as práticas cotidianas</strong></p>



<p>&nbsp;Essa mudança de olhar e comportamento por parte dos pais/cuidadores das crianças, segundo Bel Ornelas, é fundamental para a formação de uma sociedade com cidadãos mais conscientes da necessidade da equidade de gêneros. Segundo a psicóloga, “o principal papel das mães e pais é abandonarem os rótulos e apresentarem uma vida com mais repertório para essas crianças. Seu filho tem bonecas para que ele possa brincar de casinha? Sua filha tem carrinhos? Ambos brincam/usam coisas rosas e azuis? Seu filho é acolhido quando chora? Frases como “seja homem”, “você é o homem da casa”, “isso é coisa de menina” são ditas na sua casa? À primeira vista esses enfoques podem parecer inofensivos, mas é através de sutilezas como essas que as crianças começam a interiorizar a ideia de que não podemos ter as mesmas oportunidades, e que nossos comportamentos devem ser diferentes”.</p>



<p>&nbsp;Bel também destaca a importância do exemplo nessa relação entre pais, familiares e as crianças: “Como é a percepção dessa criança em relação ao comportamento dos homens e mulheres com os quais convive? No nosso dia a dia estamos reforçando esses estereótipos com as nossas atitudes? A revisão sempre é importante”.</p>



<p>&nbsp;E se a criança tem no seu círculo de convívio exemplos que corroboram com o machismo estrutural? Por exemplo, ela sempre vê a vovó cuidando das tarefas domésticas e o vovô no sofá vendo televisão. Uma mãe que cuida exclusivamente dos filhos enquanto o pai trabalha fora o dia inteiro e não participa de nenhuma demanda doméstica. Não é possível mudar essa realidade, mas como lidar com isso?</p>



<p>&nbsp;“Fingir que nada está acontecendo não funciona porque a criança está, mesmo sem dizer nada, captando a mensagem. Nesses casos, converse com a criança, debata, pontue, gere reflexão. Mantenha o assunto vivo em casa para que elas possam ter um espaço seguro para tirarem dúvidas, criarem um senso crítico e principalmente, conseguirem se reconhecer como são para além dos estereótipos dados”, finaliza Bel.<br></p>
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		<title>Revista Mommys nº 34</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carol Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Feb 2022 21:37:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já conferiu a última edição da Revista Mommys? O número 34 da nossa revista chegou trazendo, como sempre, temas e abordagens relevantes que permeiam nosso universo materno. A entrevista exclusiva da edição é sobre um tema que gera muitas dúvidas: o congelamento de óvulos. O ginecologista e obstetra Alexon Melgaço nos auxilia a entender&#8230;</p>
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<p style="text-align:center"><strong>Você já conferiu a última edição da Revista Mommys?</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/01/Mommys_Ed34-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-15245" srcset="https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/01/Mommys_Ed34-768x1024.jpg 768w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/01/Mommys_Ed34-600x800.jpg 600w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/01/Mommys_Ed34-225x300.jpg 225w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/01/Mommys_Ed34-370x494.jpg 370w, https://portalmommys.com.br/novo/wp-content/uploads/2022/01/Mommys_Ed34.jpg 1240w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure></div>



<p>O número 34 da nossa revista chegou trazendo, como sempre, temas e abordagens relevantes que permeiam nosso universo materno. </p>



<p> A entrevista exclusiva da edição é sobre um tema que gera muitas dúvidas: o <strong>congelamento de óvulos</strong>. O ginecologista e obstetra <strong>Alexon Melgaço</strong> nos auxilia a entender o que é, para quem é indicado e porque essa tem sido uma tendência entre as mulheres.</p>



<p> A matéria de capa aborda um fator extremamente pertinente na contemporaneidade: <strong>o impacto da sobrecarga mental na rotina das mães</strong>. Você conhecerá o que revelou a pesquisa realizada pela comunidade Mommys com mais de 600 mães.</p>



<p> Já na sessão Ohana Materna, o tema abordado por Jéssica Freitas é de interesse de mães e pais que se preocupam com a formação e educação dos filhos: <strong>as principais correntes pedagógicas</strong> que orientam as propostas escolares. Você vai conhecer, de maneira sucinta e objetiva, os pilares das mais adotadas atualmente.</p>



<p> As psicólogas Renata Lott e Roberta Senna, nos trazem, na sessão Adolencência Real, um questionamento incômodo e necessário: <strong>você fala com seus filhos sobre emoções?</strong></p>



<p> Tem ainda o depoimento da mommy Flávia Ribeiro sobre sua vivência com o filho autista; o perfil da mommy Kátia Kayashima; fotos deliciosas para aquecer o coração; dicas de filmes e séries; e toda a dedicação que essa equipe da revista nos oferece em forma de texto e sentimentos.</p>



<p> Para acessar a revista completa é só seguir esse link: <a href="https://bit.ly/mommys-34">https://bit.ly/mommys-34</a></p>
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