Mommys na estrada

Viajar é uma delícia não é? Quem não gosta! Escolher o destino, criar aquela expectativa gostosa, além da organização do roteiro que já é uma diversão!
Mas e viajar com crianças? Desanima? Escolhem sempre os mesmos destinos pra facilitar?
Toda a logística e preocupação podem causar medo, mas vou tentar ajudar e mostrar que pode ser uma experiência excepcional e, na verdade só requer um pouco mais de organização.
Vamos às dicas?
Avião, aeroporto e companhias aéreas
A escolha do voo é uma das partes mais importantes para uma viagem tranquila com as crianças. Geralmente, voos noturnos tendem a ser mais atrativos, pois, a tendência é que as crianças durmam e não percebam o passar do tempo. Se o trecho for curto, daí não se aplica, pois vai cortar o sono da criança e o efeito pode ser o contrário.
Para voos mais longos, a maioria das companhias aéreas disponibiliza serviço especial para crianças, como alimentação e entretenimento. Se possível, opte também por espaço extra nessas viagens longas. No caso de bebês de colo, há ainda a possibilidade de solicitar assento especial (na primeira fileira) com berço móvel. Em todos os casos, solicitar tais serviços previamente através do telefone ou site da companhia.
Na hora do pouso e decolagem dê a criança algo para mastigar ou sugar para evitar pressão nos ouvidos.
Arrumando as malas
Essa etapa requer atenção especial. Primeiramente, vamos pensar que as crianças que tem assento no avião se enquadram nas mesmas regras de bagagem dos adultos. No caso de crianças de colo, a regra geralmente é uma mala despachada, mais um carrinho e cadeirinha de carro. Lembrando que cada cia aérea tem suas particularidades, portanto, consultar antes.
A escolha das roupas é muito particular e deve ser levado em conta o destino, clima, idade das crianças e estilo de cada família. Eu sempre prefiro levar os looks de cada dia já prontos, para evitar excessos e conseguir otimizar espaço na mala. Levar sempre um ou dois kits extras por segurança.
Outro item indispensável na mala é a farmacinha. Levar sempre termômetro, curativos, protetor solar, repelente, analgésico, antitérmico, remédio pra enjoo e antialérgico. Peço ao pediatra também, receita para a compra de antibiótico (levo daqui) e algum outro remédio que ele julgue importante. Caso haja necessidade, chame um médico e acione o seguro saúde. Nunca viaje sem ele.
Para as malas de mão prever sempre uma troca de roupa para a criança, fraldas, itens de higiene e coisinhas pessoais como chupeta, paninho e aquele brinquedinho especial que acalma nos momentos de choro. Vale levar umas surpresinhas também! Gosto sempre de comprar uns agrados (bala, chocolate, lápis de cor e livrinhos de colorir ou brinquedinhos baratinhos) e embalar pra presente. Na hora do desespero isso surpreende e entretém por um tempinho.
Vale levar também uma muda de roupas pra você. Vai que ocorre um acidente com a fralda e terá que viajar o restante do tempo cheirando a xixi, ou ainda, coisa pior.
No caso das malas de mão, para qualquer passageiro é proibido embarque com líquidos, cremes, géis e afins, se armazenados em embalagens com capacidade superior a 100 ml. Para crianças de até dois anos algumas cias aéreas aceitam embarque de líquidos com volume superior a 100ml, tipo mamadeiras e alguns tipos de papinha. Mas novamente, vale sempre checar antes.
Lanchinhos práticos são sempre bem-vindos também. Levem biscoitos, salgadinhos e sucos (com menos de 100ml) para segurar a fome entre as refeições no avião. Para os bebês papinhas industrializadas e o leite em pó são indispensáveis.
Saúde e bem estar na viagem
Como alguns destinos podem não ter uma estrutura adequada para crianças, é importante ter sempre a mão álcool gel e lenços umedecidos para uma limpeza rápida nas mãozinhas antes da refeição ou após o uso do banheiro.
Optem sempre por água mineral, nunca se sabe as impurezas que a água pode ter né?
Não se esqueçam do protetor solar! Assim como na cidade, o uso do protetor é recomendado para qualquer tipo de exposição ao sol. Cuidado redobrado com a praia e a neve, pois, a incidência de raios é muito maior. Vale usar também de artifícios como bonés, chapéus e roupas com proteção solar.
O uso de repelente também é indicado. Sempre usando produtos de acordo com a faixa etária do seu filhote.
Uma dica bacana para a segurança de nossas crianças é o uso de identificação para facilitar em caso de perda. Eu uso pulseiras de identificação (daquele tipo que ganhamos em shows que são descartáveis e podem molhar), mas existem inúmeros modelos no mercado. Existem tatuagens, pulseiras com GPS e o bom e velho crachá. O importante é ter sempre o nome da criança, endereço de onde estarão e o telefone de contato.
Documentação
Assim como os adultos, as crianças precisam de documentos válidos para qualquer viagem no Brasil e exterior.
Dentro do Brasil os documentos aceitos são:

  • Certidão de nascimento
  • Carteira de identidade
  • Passaporte

Ainda existem variantes de acordo com a idade e com quem a criança viajará:

  • Crianças de até 12 anos incompletos podem viajar pelo Brasil com parentes de até terceiro grau (pais, irmãos, tios e avós), sem necessidade de autorização judicial. Para tanto, o responsável que acompanha a criança deve comprovar o parentesco ou filiação, por meio da apresentação da Certidão de Nascimento da criança.
  • Crianças de até 12 anos incompletos, para viajar com um maior que não seja parente de até terceiro grau, precisam apresentar documento válido de identificação e autorização dos pais (ou responsáveis legais) com firma reconhecida em cartório.
  • Crianças de 2 a 12 anos incompletos quando preciso, já podem fazer viagens nacionais desacompanhadas. Para isso, é necessário apresentar documento válido de identificação, autorização dos pais (ou responsáveis legais) com firma reconhecida em cartório e autorização da Vara da Infância e da Juventude.

Para viagens internacionais o documento necessário é o passaporte válido, assim como visto do país de destino, quando necessário.
Para países do Mercosul não é obrigatório a apresentação de passaporte, basta apresentar carteira de identidade (RG) recente.
Além disso, para que um menor saia do país é necessário que todos os seus responsáveis legais (genitores, guardiões ou tutores) que não o acompanham na viagem o autorizem, conforme a Resolução N. 131/2011 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Existem também variantes nesse caso:

  • Para que as crianças e adolescentes viajem para o exterior acompanhadas de ambos os pais, é necessário comprovar a filiação, por meio da apresentação de documento de identificação válido.Os passaportes nacionais emitidos antes de 24 de novembro de 2014 tinham a falha de não apresentar informações sobre filiação, sendo necessário apresentar documento adicional (como Certidão de Nascimento ou RG). Quem viaja com passaportes emitidos após essa data, já com a nova informação incluída, não precisa apresentar documentos adicionais que comprovem a filiação.
  • Quando algum dos pais ou responsáveis legais não viaja junto com a criança ou adolescente, precisa autorizar a viagem expressamente, nos termos da Resolução N. 131/2011 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
  • Quando nenhum dos pais ou responsáveis legais viaja com a criança ou o adolescente, ambos devem autorizar a viagem expressamente, nos termos da Resolução N. 131/2011 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além disso, em alguns casos, é necessária também uma autorização judicial emitida pelo Juiz da Comarca onde o requerente reside:
– Quando a criança (menor de 12 anos) for viajar sozinha (sem um adulto autorizado);
– Quando um dos genitores está impossibilitado de dar a autorização, por razões como viagem, doença ou paradeiro ignorado;
– Quando a criança ou adolescente nascido em território nacional viajar para o exterior em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior.
Para obter esta autorização judicial, consulte o Ofício da Infância e Juventude do Fórum da região de sua residência.
Como essas normas e regras mudam constantemente, e variam também dependendo do destino, é sempre válido consultar a Polícia Federal, o Conselho Nacional de Justiça, o Consulado Brasileiro e o Estatuto da Criança e Adolescente.
Bom Mommys, acho que já deu pra começar a animar a viajar com as crianças não é? Nos próximos posts teremos mais dicas, roteiros mundo afora e muita troca de experiências e vivências!
Beijo grande
Sobre mim: Sou Carol, mãe do Carlos Eduardo (Cadu) de 5 anos e da Luísa (Lulu) de 3 anos. Arquiteta que abriu mão da carreira pra ser mãe em tempo integral (provisoriamente). Apaixonada por explorar e conhecer novos lugares. Quero viajar o mundo! Pra mim a viagem começa muito antes da partida. Amo programar, pesquisar e detalhar cada lugar que vou independente de ser um hotel fazenda aqui pertinho ou uma trip pela Ásia (sonho)! Sou Disneymaniaca e apesar de já ter ido inúmeras vezes ainda acho “The happiest place in the world”. Ter filhos mudou meu jeito de viajar, mas não me impediu de fazer ótimos passeios e ter a oportunidade agora de conhecer o mundo através de seus olhinhos inocentes. Acredito que com programação e organização podemos ir a qualquer lugar com os pimpolhos, mas sou dessas que, às vezes, os deixa pra curtir só com o marido também. O importante é viajar!

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